
Não há como negar a importância do pregador e avivalista inglês do século 18 John Wesley. Quem lê um pouco de sua biografia deslumbra-se com esse grande homem e pregador por seu caráter, santidade e amor pelas almas perdidas.
Há uma interessante questão acerca de Wesley que pode ser encontrada no livro do teólogo batista e amigo de Gregory Boyd Roger Olson, em seu livro História da Teologia Cristã. Neste livro, ao falar acerca de Wesley, ele nos relata que Wesley não produziu sistematicamente uma teologia, pois para ele, os teólogos já haviam produzido suficiente. Porém o próprio Wesley “contribuiu” para a teologia cristã ao falar acerca da doutrina da “santificação plena”, ou seja, o crente pode desfrutar uma santidade plena ainda nesta vida. Até hoje a doutrina de Wesley é controvertida, e gera bastantes discussões no meio teológico, creio que isso dará uma boa discussão em outros artigos. Todavia, me prendo a opinião de Wesley sobre teologia e busco aplicar este principio no cenário teológico brasileiro atual.
A comunidade teológica brasileira está vivendo dias movimentados com relação ao processo que envolve o pastor Ricardo Gondim e Ed René Kivitz desde quando eles aceitaram a doutrina do neo-teísmo proposta por Gregory Boyd e outros ph’deuses da teologia americana. A controvérsia foi tão grande que até o pastor Augustus Nicodemus Lopes se viu dentro desta discussão ao debater e dar uma réplica ao pastor Godim, que publicou certa critica às opiniões “calvinistas” de Nicodemus em seu site.
Meu intuito a escrever este artigo não é criticar em si a pessoa de Ricardo Gondim ou de Ed René Kivitz, e sim buscar fazer uma reflexão sobre essa delicada questão que envolve a teologia tupiniquim. É algo que tenho notado desde tempos de jovem convertido, quando me deparei pela primeira vez com o artigo “estou cansado” do pastor Gondim. Fiquei intrigado e um tanto perplexo como que li. Hoje, com tantas polêmicas envolvendo o absurdo do Neo-teísmo por parte de teólogos com mentes brilhantes cabe perguntar: O que há de errado com a teologia tupiniquim? Será que para ser um bom teólogo brasileiro é necessário ter um pensamento totalmente novo, ainda que esse pensamento seja contrário às Escrituras? Pois é isso que parece, e é algo que vejo em vários seminários. Há professores de teologia que ensinam que Deus não é onisciente, onipotente, nem onipresente, e ainda é mutável!(isso bem antes do teísmo aberto ter se tornado moda, um professor de um conceituado seminário batista aqui em Belém já havia proposto tais definições), será que teologia é como as outras ciências, onde conceitos são revistos à luz da intelectualidade humana, e às vezes são mudados pela simples vontade de mudar? Creio que não.
Creio que existem temas que precisam ser mais bem explorados das Escrituras, mas nada com relação às doutrinas essenciais da Bíblia. Grandes homens doaram sua mente para sistematizar uma doutrina complicadíssima como a trindade divina em controvérsias brutais com hereges. Grandes homens sofreram quando afirmaram que uma doutrina, uma doutrinazinha qualquer dessas por aí que fica rolando na boca de todo mundo que se diz genuinamente crente, afirmando que essa doutrina é essencial para poder compreender a salvação, uma doutrinazinha chamada justificação pela fé, que ninguém reformula por uma melhor, nem pelo nome, ora essa! Lembro-me de grandes homens que afirmaram que Jesus é Deus feito carne, e não um Deus e um homem compostos, penso naqueles homens que lutaram contra uns criativos teólogos, que buscavam dar uma nova visão à teologia, algo mais adaptado a mente moderna, algo que pudesse sustentar uma visão cristã mais moderna, sabe como é... Algo mais de acordo com o mundo, a ciência, quem sabe, qual é o problema de dizer que Jesus não é Deus? Ora, todo mundo sabe que Deus é o pai de todos, e que sua qualidade maior é o amor? Porque não abraçar certas idéias científicas? Sabe como é... algo mais light e contemporâneo para agradar as pessoas, afinal estamos na dispensação da graça. Sim, lembro-me desses homens que lutaram contra isso e foram humilhados, uns sujeitinhos rústicos e anti-intelectuais, tais chamados fundamentalistas, anti-evolução, etc, e uns brabos que diziam que Jesus veio de uma virgem, oh que mito!!! Sim, aquele tal de Machen que, graças a Deus foi desprezado e humilhado em julgamento infame e tirado de sua denominação. Ainda bem que foram substituídos por teólogos mais inteligentes como Karl Barth, que afirmava que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas se torna quando Deus a toma, afinal Deus é transcendente. Ora por que não??? Ora por que então ainda há tanta relutância com esses crentizinhos mixurucas que só recebem o que os outros pensam, esses robozinhos medíocres, uns piores que os outros, tem um grupo então que se acha melhor que os santos apóstolos e quer falar em línguas e profecia, oh que soberba e misticismo!!! Por que será que existe tal relutância?
Talvez...
Talvez seja porque eles preferiram as palavras de homens rústicos que falavam de acordo com o que Deus fala.
Talvez seja porque eles, ao pensarem por si mesmos, viram que não precisavam criar um novo conceito, mas sim viver o conceito antigo, é...isso mesmo, aquele conceitozinho de acordo com aquele livrinho chamado Bíblia.
Oh, talvez seja porque eles viram que teologia é uma amostra, amostra daquilo que Deus fala na Bíblia, não dos pensamentos dos intelectuais e ph’deuses.
Talvez porque eles viram que não precisam mudar aquilo que está totalmente de acordo com a palavra Imutável.
Oh pior! Talvez seja porque eles viram que teologia É VIDA, É PRATICA, e boa teologia é feita em meio a controvérsias, é feita visando à salvação e o crescimento espiritual, e não a questões de sofrimento onde Deus fala não que Ele não podia prever isso, mas sim, Ele é Soberano, e faz todas segundo o conselho de sua vontade ( Ef 1:11).
É. Talvez seja por isso.
A muito do que se pode fazer para uma boa teologia sem ferir o próprio Deus, porém não é isso que eu vejo acontecer com os teólogos tupiniquins. Caio Fábio sugere que devemos ser de acordo com a lei homofóbica, Gondim e outros, afirmam que Deus não conhece todas as coisas e não é todo-poderoso.
O mundo cristão brasileiro está em grave crise com modismos, heresias, e pecados horripilantes, que espero nunca cometer em minha vida, pois sou um pecador e não estou livre de tais coisas, que Deus me guarde! Que Deus nos guarde e nos dê graça para podermos ser como aquela igrejinha, “rústica”, “ignorante”, “primitiva”. Esses crentizinhos que “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”(At 2:42)
Soli Deo Gloria
Há uma interessante questão acerca de Wesley que pode ser encontrada no livro do teólogo batista e amigo de Gregory Boyd Roger Olson, em seu livro História da Teologia Cristã. Neste livro, ao falar acerca de Wesley, ele nos relata que Wesley não produziu sistematicamente uma teologia, pois para ele, os teólogos já haviam produzido suficiente. Porém o próprio Wesley “contribuiu” para a teologia cristã ao falar acerca da doutrina da “santificação plena”, ou seja, o crente pode desfrutar uma santidade plena ainda nesta vida. Até hoje a doutrina de Wesley é controvertida, e gera bastantes discussões no meio teológico, creio que isso dará uma boa discussão em outros artigos. Todavia, me prendo a opinião de Wesley sobre teologia e busco aplicar este principio no cenário teológico brasileiro atual.
A comunidade teológica brasileira está vivendo dias movimentados com relação ao processo que envolve o pastor Ricardo Gondim e Ed René Kivitz desde quando eles aceitaram a doutrina do neo-teísmo proposta por Gregory Boyd e outros ph’deuses da teologia americana. A controvérsia foi tão grande que até o pastor Augustus Nicodemus Lopes se viu dentro desta discussão ao debater e dar uma réplica ao pastor Godim, que publicou certa critica às opiniões “calvinistas” de Nicodemus em seu site.
Meu intuito a escrever este artigo não é criticar em si a pessoa de Ricardo Gondim ou de Ed René Kivitz, e sim buscar fazer uma reflexão sobre essa delicada questão que envolve a teologia tupiniquim. É algo que tenho notado desde tempos de jovem convertido, quando me deparei pela primeira vez com o artigo “estou cansado” do pastor Gondim. Fiquei intrigado e um tanto perplexo como que li. Hoje, com tantas polêmicas envolvendo o absurdo do Neo-teísmo por parte de teólogos com mentes brilhantes cabe perguntar: O que há de errado com a teologia tupiniquim? Será que para ser um bom teólogo brasileiro é necessário ter um pensamento totalmente novo, ainda que esse pensamento seja contrário às Escrituras? Pois é isso que parece, e é algo que vejo em vários seminários. Há professores de teologia que ensinam que Deus não é onisciente, onipotente, nem onipresente, e ainda é mutável!(isso bem antes do teísmo aberto ter se tornado moda, um professor de um conceituado seminário batista aqui em Belém já havia proposto tais definições), será que teologia é como as outras ciências, onde conceitos são revistos à luz da intelectualidade humana, e às vezes são mudados pela simples vontade de mudar? Creio que não.
Creio que existem temas que precisam ser mais bem explorados das Escrituras, mas nada com relação às doutrinas essenciais da Bíblia. Grandes homens doaram sua mente para sistematizar uma doutrina complicadíssima como a trindade divina em controvérsias brutais com hereges. Grandes homens sofreram quando afirmaram que uma doutrina, uma doutrinazinha qualquer dessas por aí que fica rolando na boca de todo mundo que se diz genuinamente crente, afirmando que essa doutrina é essencial para poder compreender a salvação, uma doutrinazinha chamada justificação pela fé, que ninguém reformula por uma melhor, nem pelo nome, ora essa! Lembro-me de grandes homens que afirmaram que Jesus é Deus feito carne, e não um Deus e um homem compostos, penso naqueles homens que lutaram contra uns criativos teólogos, que buscavam dar uma nova visão à teologia, algo mais adaptado a mente moderna, algo que pudesse sustentar uma visão cristã mais moderna, sabe como é... Algo mais de acordo com o mundo, a ciência, quem sabe, qual é o problema de dizer que Jesus não é Deus? Ora, todo mundo sabe que Deus é o pai de todos, e que sua qualidade maior é o amor? Porque não abraçar certas idéias científicas? Sabe como é... algo mais light e contemporâneo para agradar as pessoas, afinal estamos na dispensação da graça. Sim, lembro-me desses homens que lutaram contra isso e foram humilhados, uns sujeitinhos rústicos e anti-intelectuais, tais chamados fundamentalistas, anti-evolução, etc, e uns brabos que diziam que Jesus veio de uma virgem, oh que mito!!! Sim, aquele tal de Machen que, graças a Deus foi desprezado e humilhado em julgamento infame e tirado de sua denominação. Ainda bem que foram substituídos por teólogos mais inteligentes como Karl Barth, que afirmava que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas se torna quando Deus a toma, afinal Deus é transcendente. Ora por que não??? Ora por que então ainda há tanta relutância com esses crentizinhos mixurucas que só recebem o que os outros pensam, esses robozinhos medíocres, uns piores que os outros, tem um grupo então que se acha melhor que os santos apóstolos e quer falar em línguas e profecia, oh que soberba e misticismo!!! Por que será que existe tal relutância?
Talvez...
Talvez seja porque eles preferiram as palavras de homens rústicos que falavam de acordo com o que Deus fala.
Talvez seja porque eles, ao pensarem por si mesmos, viram que não precisavam criar um novo conceito, mas sim viver o conceito antigo, é...isso mesmo, aquele conceitozinho de acordo com aquele livrinho chamado Bíblia.
Oh, talvez seja porque eles viram que teologia é uma amostra, amostra daquilo que Deus fala na Bíblia, não dos pensamentos dos intelectuais e ph’deuses.
Talvez porque eles viram que não precisam mudar aquilo que está totalmente de acordo com a palavra Imutável.
Oh pior! Talvez seja porque eles viram que teologia É VIDA, É PRATICA, e boa teologia é feita em meio a controvérsias, é feita visando à salvação e o crescimento espiritual, e não a questões de sofrimento onde Deus fala não que Ele não podia prever isso, mas sim, Ele é Soberano, e faz todas segundo o conselho de sua vontade ( Ef 1:11).
É. Talvez seja por isso.
A muito do que se pode fazer para uma boa teologia sem ferir o próprio Deus, porém não é isso que eu vejo acontecer com os teólogos tupiniquins. Caio Fábio sugere que devemos ser de acordo com a lei homofóbica, Gondim e outros, afirmam que Deus não conhece todas as coisas e não é todo-poderoso.
O mundo cristão brasileiro está em grave crise com modismos, heresias, e pecados horripilantes, que espero nunca cometer em minha vida, pois sou um pecador e não estou livre de tais coisas, que Deus me guarde! Que Deus nos guarde e nos dê graça para podermos ser como aquela igrejinha, “rústica”, “ignorante”, “primitiva”. Esses crentizinhos que “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”(At 2:42)
Soli Deo Gloria
P.S : Não deixe de ler o artigo anterior em que eu, Carlos Eduardo e Nilton Rodolfo entrevistamos Carlos Moysés, vocalista do Voz Da Verdade.