quarta-feira, dezembro 30, 2020

Servorum 2020: Confiando no Deus que nos conforta.

"O Consumador da Fé", Abraham Hunter




    Quais palavras marcariam o ano de 2020? Como ele ficou e será conhecido daqui para frente? Em tempos de redes sociais e rápido compartilhamento de informações, o ano de 2020 ficou marcado como um ano onde a rotina de vida, de trabalho, social como um todo, fora afetada. Todos estavam se adaptando a uma nova realidade, inclusive em utilizar os recursos midiáticos. O blog Servorum Dei esteve muito mais presente em sua página no Facebook, com as chamadas “lives” (contando com a participação de todos os seus colaboradores) do que em artigos escritos. Esse ano também foi taxado pelos comentários sociais como um ano a ser esquecido, obliterado de nossas biografias, pois foi um ano de dor e sofrimento para muitos e grandes dificuldades e das mais variadas perdas para outros. Mas, como cristãos, devemos nos perguntar: É exatamente assim que devemos pensar? Podemos encontrar uma parte da resposta no Eclesiastes, de Salomão.

    O livro de Eclesiastes, segundo a imensa massa de comentários judeus e cristãos antigos, fora escrito no final da vida de Salomão, quando este, já no final da vida, olha para trás e tenta transmitir a um (ou vários) discípulos não simplesmente o propósito da vida, mas a utilidade das coisas que usamos para viver. Aparentemente, tudo o que Eclesiastes vê é “vaidade”, a vida humana repleta de coisas vãs, como nuvens passageiras, sem sentido, sendo determinada. Como disse J. I. Packer, por “ciclos periódicos na natureza que parecem não ter propósito”. Todavia, Packer prossegue nos dizendo que o que o Eclesiastes quer é que vejamos as dificuldades e aparente futilidade da vida sem nossos óculos cor-de-rosa, sem nosso achismo de achar que estamos no “centro de comando” de nossas vidas, entendo todos os propósitos de Deus e discernindo o tempo inteiro como sua mão providencial age. Quando nos despojamos de tais pretensões, começamos a enxergar mais claramente e começamos a aprender como viver, sendo que Salomão começa a dar vários conselhos práticos para isso.

    Dentre os conselhos que ele aponta, importa destacar o que está presente no capítulo 7.10:


“Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta”.


        Não devemos entender Salomão erroneamente aqui. É claro que há coisas boas e virtuosas que existiam tempos atrás e que experimentamos em nossas vidas e que a geração presente parece desconhecer (ainda que esquecer virtudes e boas ações são esquecidas  não é uma característica única dessa geração). Mesmo na igreja por vezes devemos orar e desejar para que aquilo que Deus fez no passado por seu povo se repita hoje (Hc 3.1-19). Salomão não é contra a nostalgia, a busca por virtudes esquecidas e muito menos pelo clamor por avivamento. O que Salomão se coloca contra é a tolice de um coração murmurador e amargurado, que de maneira ingrata, por vezes atenta para um passado idealizado (por melhor que fosse, também teve sua poção de angústia e males para lidar), que se esquece que o Deus que agiu naquela época é o mesmo Deus que age em favor de seus filhos hoje. O qual deu boas dádivas para seus filhos ontem é o mesmo que dá boas dádivas para seus filhos hoje, pois Deus é o mesmo ontem, hoje e será para sempre.

    Quantas expectativas, sonhos e projetos foram feitos para 2020 e quanto disso se realizou? Ainda que saibamos de certa forma essa reposta, devemos também, como crentes em Jesus Cristo, termos os olhos abertos para todas as bênçãos e livramentos que o Senhor nos concedeu durante esse ano. Pois só assim teremos condições de orarmos e prestar sábio auxílio para aqueles que experimentaram tantas tragédias este ano, mostrando que, mesmo em meio a tudo, Deus é Santo e Bom, nosso socorro bem presente na hora da angústia e que nos consola mesmo em meio ao vale da sombra e da morte.

    No fim, diante de todos as coisas e aparentes ciclos absurdos da vida, há um Deus que é bom e conduz todos as coisas para o bem daqueles que pertencem a Ele (Rm 8.28). Vivamos para a glória de Deus hoje, sem esquecermos do que ele fez no passado por nós, mas com a santa alegria e esperança em Jesus Cristo, sabendo que ele fará por nós no futuro. O poema de Adam Clarke parafraseia lindamente o que Salomão expressou:


Espere o Resultado, não questionando com ira desgovernada

Porque Deus permite certas coisas. Seus caminhos, ainda que agora

Envoltos em nuvens e trevas, aparecerão certamente

Quando de teus olhos a névoa se dissipar

Até lá, para aprenderes mais submissão à sua vontade

mais sabedoria mostras, do que vãs tentativas

de explorar o que não podes compreender,

e Deus por sábia finalidade, pensou por certo esconder”.

        

 Clarke entendeu que quando estamos com Deus, melhor é o “final das coisas, que o começo delas” (Ec 7.8).

    O blog Servorum Dei deseja a todos os seus leitores um abençoado Ano Novo no Senhor Jesus Cristo.


Feliz Ano Novo!


Soli Deo Gloria

quinta-feira, dezembro 24, 2020

Natal: Celebrando a Luz que vence as trevas.

 

    É comum quando refletimos nessa época acerca do Natal vir à nossa mente imagens de lâmpadas, cânticos e conforto familiar. Tais imagens são não somente propícias, como também adequadas e edificantes, pois a "Luz veio ao Mundo" (Jo 3.19). É absolutamente correto celebrar o nascimento d'Aquele que nos trouxe vida e vida em abundância: O nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

    Todavia é importante também atentarmos para o contexto moral e espiritual que existia quando o Verbo de Deus veio ao mundo, e esse contexto revelava um mundo mergulhado em trevas. É isso que nos conta o profeta Isaías:

"O povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz, e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou". (Is 9.1-2; Cf. Mt 4.16).


    O dizer profético de Isaías, como registrado pelo Apóstolo Mateus, mostra bem a realidade espiritual e moral do mundo na época do nascimento de Jesus. Nesse contexto, vemos que a morte e o desespero reinam, e a única coisa presente é a desilusão, não restando nenhuma esperança, pois onde há a realidade da morte e do desespero,  mostra-se também a escravidão do pecado e a miséria de uma vida de rebelião: O retrato real da realidade de um mundo mergulhado em trevas. Porém o apóstolo João, movido pelo Espírito, declarou: " A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela" ( Jo 1.5).

   Nessa época de desespero e desesperança, onde tantas pessoas estão enfrentando os mais variados tipos de sofrimento, é mais do que urgente que proclamemos, lembremos e também nos deleitemos n'Aquele que é a nossa paz e esperança em meio ao medo e desolação.  Cristo é o nosso amparo, consolo e refrigério; é ele quem alegra e alegrará o nosso coração em meio às mais variadas tribulações. Há dois mil anos o mundo vivia na região da sombra e da morte, e a bem da verdade ainda vive, mas assim como houve o retumbante coro angelical, assim também hoje, cantemos a plenos pulmões que a luz veio ao mundo e ilumina a todo o homem que vem ao mundo ( Jo 1.9). A Luz resplandece nas trevas. Essa luz resplandece até hoje, pois a Luz do mundo vive e reina para sempre, e muitos que estavam sob o domínio das trevas foram transportados por Deus para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13). E muitos estão sendo transportados até hoje, sendo que Deus está conduzindo muitos filhos à glória.

    Que neste natal possamos anunciar com alegria que as trevas estão se dissipando cada vez mais e a verdadeira luz continua a iluminar a vida de muitos. Um dia, as trevas serão absolutamente dissipadas e as nações andarão na luz do Cordeiro de Deus. Nós estaremos para sempre com o Senhor Jesus. Que possamos lembrar que o Natal é também para os que estão sofrendo, para aqueles que estão na região da sombra e da morte. Que o Senhor Jesus possa resplandecer na vida destes e que igualmente se alegrem com os Filhos de Deus, pois o Senhor Jesus Cristo é a nossa luz e sempre seremos d'Ele. Aleluia!

O blog Servorum Dei deseja a todos os seus leitores um feliz e abençoado Natal! 

Soli Deo Gloria

quarta-feira, maio 27, 2020

Live do Servorum Dei



Este texto foi atualizado em 28/05/2020.

Queridos irmãos, convidamos a todos a participarem da nossa Live no Facebook. Será hoje às 18h30, na página do Blog Servorum Dei.

Nesta Live, membros do blog Servorum Dei discutirão sobre os principais problemas que tentam nos tirar a paz e como lidar com eles. Eles também estarão disponíveis para responder a algumas perguntas feitas por aqueles que acompanharão a nossa programação. Participe!

Resumo do que ocorreu ontem:


Para conferir a Live na íntegra, pelo Facebook, acesse: Live Servorum Dei.

Que Deus abençoe a todos.

terça-feira, dezembro 31, 2019

Servorum 2019: Servindo ao Deus Triunfante


O Rei Vindouro, arte de David Ramsey

Qual é a medida do sucesso? Quais são os parâmetros que definem uma vida vitoriosa? Se olharmos livros de auto-ajuda mundanos produzidos em 2019, logo constataremos que o conteúdo não é diferente dos anos anteriores. Mas, quais seriam os padrões bíblicos para julgar uma vida de sucesso, ou vitoriosa? Certamente muitos farão esta pergunta nas últimas horas deste ano: Fui produtivo? Realizei meus sonhos? Tive muitas conquistas? Ainda que essas perguntas, feitas na devida proporção, são bastante cabíveis, é importante atentar que o caminho que a Palavra de Deus aponta é profundamente distinto, e até mesmo diferente, de possíveis interrogações temporais. Ainda que dificilmente alguém encontrará, mesmo em versões mais recentes da Bíblia, a palavra sucesso, certamente encontrará com relativa facilidade, as palavras "vitória" e também, "triunfo". Acerca dessas palavras, o apóstolo Paulo tinha muito o que nos dizer:

"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou". (Rm 8:35-37))
A despeito de todos os problemas e dificuldades enfrentados, o apóstolo Paulo tinha uma certeza absoluta: Nada poderia afastar os que creem em Cristo do seu santo amor, nem mesmo a fome, nudez ou espada. Cristo nos amou e se deu por nós, por isso podemos nos alegrar, pois somos mais do que Vencedores. Não uma conquista humana, uma glória temporária, mas algo eterno, que durará para sempre. Teremos sempre a presença de Deus conosco. Isso significa, então, que, em nossa vida Cristã, não teremos "vitórias" no âmbito humano? Certamente que sim, mas mesmo em nossos fracassos, em tudo estaremos diante de Deus, que nos leva à vitória, como o próprio apóstolo nos diz em 2 Coríntios 2:14-15:

"E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem".

A despeito dos supostos "fracassos" ministeriais, Paulo sabia que Cristo o conduzia em triunfo em todas as coisas. Isso foi profundamente sentido por alguns membros deste blog em 2019. Diante de várias lutas ministeriais ocorridas em 2018, que muito nos levou ao desânimo, pudemos sentir o refrigério, superação e até mesmo triunfos alcançados em 2019, com grandes vitórias ministeriais e pessoais, o que, obviamente, não excluiu momentos de lutas e dificuldades, porém, uma das maiores lições que temos que guardar sempre em mente é o quanto é bom dependermos de Deus, o que certamente nos leva a louvar grandemente o Senhor por sua misericórdia e graça para conosco. É necessário, também, termos alguns princípios em mente quando estamos às portas de um novo ano:

a) Confie na Providência de Deus: Servimos ao Deus  verdadeiro, que não somente é o Criador do céu e da terra, mas também é Aquele que sustenta os céus e a terra, e que nunca desampara aqueles que o buscam. Ora, se Deus tem cuidado de nós com tanto afeto todos esses anos, podemos ter certeza que ele cuidará de nós em 2020. Que as palavras divinamente inspiradas de Isaías possam alegrar nossos corações:
"Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera". (Is 64:4)
b) Prossiga para o alvo: A Palavra de Deus sempre nos incentiva a olharmos para trás e vermos os poderosos atos que Deus já realizou, assim como para nos levar ao arrependimento dos pecados. Todavia, em nenhum momento o passado deve ser visto como uma prisão que nos leve à murmuração, quer por acontecimentos bons ou ruins. Salomão em Eclesiastes tem algo importante a dizer acerca disso:


"Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca com sabedoria isso perguntarias". (Ec. 7:10)

Podemos nos emocionar por tudo o que já passamos e por aquilo que Deus fez por nós no ontem, mas devemos ter um coração grato por aquilo que ele tem feito por nós no hoje. Nosso foco deve estar em sintonia com o do apóstolo:

"Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus". (Fp 3:13,14)

Não se pode parar de correr simplesmente para olhar o quanto já foi percorrido. Isso é verdadeiro, tanto em uma competição, quanto na vida cristã. Sigamos o conselho de Paulo: Corramos de tal forma que alcancemos o prêmio ( 1 Co 9:24).

c) Louvemos a Deus por tudo: O fato de continuar firme na corrida da fé resvala neste ponto. Tudo que ocorre em nossa vida é por um bom e santo propósito de Deus, por isso, não podemos jamais exalar uma murmuração rebelde e incrédula, mas 

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1 Ts 5:18)

O homem que é genuinamente salvo não pode deixar de sempre render graças a Deus, por tudo de bom que Ele já fez e ainda vai fazer.


Quando tivermos esses princípios em mente, seremos bom lutadores e competidores de Cristo, guerrearemos o combate da fé, correremos nossa corrida cristã, sabendo que em tudo somos mais do que vencedores, pois em tudo, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos faz triunfar. Como Paulo nos diz, reverberando e explicando as palavras de Isaías:

Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. (1 Coríntios 2:9)

O Deus de Israel é o Deus que trabalha para aqueles que n'Ele esperam, é o Deus que nos enviou seu amado Filho Jesus, nem mesmo seu Filho poupando. Que em 2020 confiemos no Senhor, que certamente trabalhará por nós e nos dará a vitória no Senhor Jesus Cristo!

O blog Servorum Dei deseja aos seus leitores um Feliz 2020 nas bênçãos de Cristo!

Soli Deo  Gloria

terça-feira, dezembro 24, 2019

Natal: Celebrando a vinda do Filho de Deus.

A época de natal, sem dúvida, é um momento especial para a maioria dos cristãos. Em meio ao turbilhão de pessoas que saem às ruas para desesperadamente comprar algo para um amigo, familiar ou irmão da igreja, é comum o ressoar de cânticos "natalinos" como "Noite Feliz" ou "Noite de Paz" (Como resgistrado na Harpa Cristã das Assembleias de Deus no Brasil).  Como o próprio nome já diz, no natal celebramos o nascimento daquele dantes profetizado pelos profetas, como por exemplo Isaías (Is 7:14). Dentre os vários aspectos do propósito de Deus ao enviar Jesus para nascer no mundo, revelados nos Evangelhos de Mateus e Lucas, é interessante notar que o evangelho de João, que não traz um relato acerca do nascimento de Jesus, destaca o motivo dado pelo próprio Senhor a Pilatos:

"Para isso que nasci e para isso vim ao mundo, para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que é da Verdade ouve a minha voz".

Quando o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, João nos diz que pode-se ver aquela glória, a glória do "unigênito do Pai", cheio de graça e Verdade" (Jo 1:14). Quando lemos o evangelho de João, percebemos a ênfase do apóstolo na Palavra "Verdade". A Resposta que Pilatos deu a Jesus é uma mistura de cinismo, desdém e até mesmo expressa certa melancolia. O leitor atento, porém, percebe a própria ironia do fato. Ao orar pelos seus discípulos, Jesus chama Deus-Pai de único Deus verdadeiro (Jo 17:3), um pouco antes, ele mesmo se auto-proclama como aquele que é a Verdade (Jo 14.6), e que enviaria o Espírito Santo, que convenceria o  mundo da Verdade, sendo que ele mesmo é a Verdade (Jo 16.3; Cf. 1 Jo 5:6). Na oração sacerdotal no evangelho joanino, Jesus ora para que os discípulos sejam santificados na verdade, sendo que a Palavra de Deus era a Verdade (Jo 17.17). Diante disso, vemos uma íntima relação entre o Deus triúno e sua Palavra que apontam para Jesus Cristo. Quando Jesus nasceu, vemos a Verdade. Não é simplesmente como um conceito filosófico, não é simplesmente como um motivo de uma suposta celebração do espírito humano. Não, quando Jesus nasceu, contemplamos algo a mais. Contemplamos o Verbo, o Deus manifesto na Carne (1 Tm 3:16). Portanto, os motivos para nos alegrarmos nessa data são imensos. Dentre os quais destacamos:

Ele nos revelou o Deus Verdadeiro: Através de Cristo, podemos conhecer o Único Deus verdadeiro, que nos amou e enviou seu Fiho para morrer pelos nossos pecados (Jo 3:16).

Ele próprio é a Verdade: Jesus é a plenitude da Verdade, na qual dependemos para viver dignamente uma vida que agrada a Deus, cheia de sentido e de propósito.

Ele nos Libertou pela Verdade: quando ouvimos as palavras de Jesus Cristo e cremos verdadeiramente n'Ele, genuinamente somo libertos do domínio do pecado e da morte, tanto física, quanto eterna. Como disse certa vez  o saudoso John Stott: Só quando nos submetemos à Verdade é que somos verdadeiramente livres.  Tal liberdade, que Cristo nos dá, é verdadeira e dura para sempre.

Ele nos enviou a Verdade: Quando cremos em Cristo, cremos pelo testemunho glorioso do seu Santo e Divino Espírito. Por isso, temos certeza daquilo que recebemos de Deus: a nossa salvação.

Quando nos voltamos ao momento em que Pilatos profere as cínicas palavras, vemos a ironia: A resposta à sua indagação estava bem à sua frente. Que diferentemente de Pilatos, possamos ver, receber e crer na Verdade com todo o nosso coração. Verdade essa que se fez Carne e habitou entre nós. Que continemos a celebrar essa importante data: O Filho de Deus nasceu, viveu plenamente uma vida que agrada a Deus, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação (Rm 4:25). Que você, caro leitor, possa se alegrar em conhecer tão precioso salvador, ao ouvir a voz d'Ele.

O blog Servorum Dei deseja a seus leitores um feliz Natal nas bênçãos do Senhor Jesus Cristo.

Amém!

Soli Deo Gloria



terça-feira, julho 23, 2019

Conselhos importantes para uma Hermenêutica* pentecostal saudável.

Filósofo [ou Teólgo] Lendo, por Giuseppe Petrini

      Tratando ainda da temática do artigo anterior, faz necessário agora lidar com os princípios que devem reger uma correta interpretação das Sagradas Escrituras. Uma coisa é ter a Bíblia em alta conta como Palavra inspirada de Deus. Outra, completamente diferente, é interpretá-la de acordo com tal axioma. Diante dos novos desafios apresentados para a hermenêutica pentecostal, cabe agora reforçar e citar novamente alguns dos conselhos já consagrados para uma correta leitura e interpretação da Bíblia. Procuro aqui dar estes conselhos para crentes recém-convertidos, leitores inexperientes da Bíblia e seminaristas/obreiros que inciaram recentemente um estudo bíblico/teológico com maior profundidade. Dentre os vários conselhos importantes, destaco os cinco listados a seguir:

1). Não leia a Bíblia como um livro comum.

       A Bíblia foi escrita utilizando linguagem humana, para seres humanos, por seres humanos. Portanto, qualquer homem pode ler e por si mesmo e interpretar a Bíblia. Todavia, a Bíblia não foi produzida por vontade humana, mas "homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pe 1:21). Para o crente, acadêmico ou não, ler a Bíblia como Palavra de Deus deve ser algo pressuposto desde o início. A Bíblia é inspirada por Deus, portanto, é infalível e inerrante em sua natureza e em tudo o que afirma.

2). Atente para a linguagem humana da Bíblia.

        A citação do célebre Louis Gaussen, feita por Myer Perlman em sua obra Conhecendo as Doutrinas da Bíblia (Ed. Vida) é de suma importância para se interpretar corretamente a Palavra: "...É Deus quem fala no homem, é Deus quem fala por intermédio do homem, é Deus quem fala como homem, é Deus quem fala para o homem". Para uma interpretação saudável, o hábito da leitura cuidadosa deve ser fortalecido e constantemente praticado. Deve-se atentar para as palavras, sentenças, figuras de linguagem e o contexto em que os oráculos de Deus foram proferidos. Obviamente também faz-se necessário o uso de um método de interpretação para lidar com os textos, mas veremos isso com mais detalhes em artigo posterior.

3). Atente para o que o autor escreveu, e não o porquê dele ter escrito.

      À primeira vista, essa declaração soa estranha e até mesmo descabida: como podemos ignorar o motivo do autor ter escrito o que escreveu? Não seria ignorar o contexto cultural e histórico do texto? Não necessariamente. Na grande parte das ocasiões, o motivo levou o autor a escrever sobre determinado assunto se encontra no próprio texto, o que esclarece de imediato o motivo da escrita e não deve ser de forma alguma ignorado. Todavia, isso nem sempre acontece. Há várias ocasiões em que não sabemos o motivo do autor ter escrito o que escreveu, ainda que entendamos o sentido do texto ou de determinado livro.
      Tomemos como exemplo a Epístola de Paulo aos Colossenses. Quando se estuda esta epístola, é repetido ad infinitum pela grande maioria dos estudiosos bíblicos que Paulo estava lidando com algum tipo de heresia proto-gnóstica que estava ameaçando a igreja em Colosso. Todavia, não há nenhuma evidência latente que  esse seja o caso. Não há repreensão aberta a hereges ou gente facciosa feita pelo apóstolo a algum falso mestre, como vemos em Gálatas ou mesmo Filipenses, não há uma repreensão à igreja ou mesmo uma refutação de heresia particular. Os que argumentam em contrário costumam citar  Colossenses 2:8: "Tende cuidado,  para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.", em reforço a esse pensamento costuma citar Colossenses 2:18-23. Estaria, porém, o apóstolo combatendo uma heresia dentro da igreja por algum falso mestre? ou não estaria ele, alertando os Colossenses a não caírem em tal erro que os rondava naquela cidade profundamente helenizada? Parece-me que a segunda opção faz mais justiça ao contexto geral da carta, ainda que certamente a visão mais aceita não deva ser prontamente abandonada¹.
        Outros exemplos de textos que não indicam o motivo do autor escrever podemos citar é Êx 23:19. Norman Geisler indica em sua Teologia Sistemática (Ed. CPAD) que há cinco interpretações dadas para explicar o motivo que levou Moisés a escrever o que escreveu, diante disso, Geisler escreve: "Em outras palavras, ninguém parece saber com certeza qual o objetivo deste mandamento. Mesmo assim, todos tem certeza de seu significado na prática". Saber o motivo que levou o autor a escrever o texto nos ajuda a entender o texto, mas não é o árbitro para entendermos o significado do texto (que se encontra no texto). Nas palavras de Geisler: "o que é dito claramente está separado do motivo pelo que se diz alguma coisa"².

4). Procure o sentido natural do texto.

         Não há motivo para procurar um significado oculto no texto. Deve-se ler as escrituras levando em conta o sentido normal do texto bíblico, atentando obviamente, para as figuras de linguagem que o autor usa, o gênero que ele emprega e obviamente o contexto histórico-cultural em que o autor está inserido, conhecimento este que pode ser adquirido através de comentários bíblicos, livros acerca da história de Israel e livros que tratam do mundo antigo e a cultura do Novo Testamento.

5). Leia a Bíblia em adoração.

        Esse certamente é um dos pontos mais importantes. Haja vista a Bíblia não ser somente um livro humano, mas também um livro divino, para se ter realmente um entendimento das dimensões espirituais da Bíblia e experimentar orientação do Espírito, é necessário ler a Bíblia com um espírito de humildade, oração e adoração. Eric Lund e P. C. Nelson, em sua obra Hermenêutica (Ed. Vida), resumem bem esse tipo de atitude: deve-se ler a Bíblia com um espírito dócil, respeitoso, amante da verdade, paciente no estudo e prudente na leitura texto bíblico.


        Tais conselhos, que nada possuem de inovação, porém são perenes e extremamente necessários para todo o crente leitor da Bíblia, e para que todo o obreiro da casa de Deus não se envergonhe, e saiba manejar bem a Palavra da Verdade.

Amém! 

Soli Deo Gloria

* Ainda que eu utlize aqui a expressão "Hermenêutica Pentecostal", particularmente não me sinto confortável com a expressão. Parafraseando o teólogo e pastor pentecostal Geremias Couto, a Hermenêutica cristã deve ser bíblica e apontar para o entendimento cristão fiel e expresso no decorrer dos séculos. Todavia, a expressão, ainda que carregada de uma orientação teológica em particular, ao mesmo tempo serve para reforçar ou examinar a fidelidade do sistema ou confissão de fé à luz das Sagradas Letras. No caso em questão, a confissão de fé pentecostal, deve estar alinhada com o pensamento evangélico tradicional.

NOTAS:
1. D. A. Carson, de quem sou devedor nesta abordagem acerca da epístola aos Colossenses,  elogia o trabalho de Morna D. Hooker, que trata propriamente dessa temática. Tal elogio se encontra no pequeno livreto publicado por Edições Vida Nova: Teologia Bíblica ou Teologia Sistemática? . A abordagem de Morna, todavia, foi duramente criticada por F. F. Bruce, em artigo publicado no jornal teológico Bibliotheca Sacra, intitulado The Colossian Heresy, disponível aqui.
2. O capítulo da Sistemática de Geisler acerca do pressuposto hermenêutico de leitura bíblica deve ser lido por todo o estudante e leitor que preza pela Bíblia e a reconhece como Palavra de Deus.

sábado, julho 06, 2019

Pentecostalismo, Revelação e Autoridade: novos desafios à hermenêutica pentecostal.


O evangelista Mateus inspirado por um anjo (Rembrandt)
          Desde o seu início, o movimento pentecostal enfrentou críticas quanto à sua natureza e "inovação" teológica/litúrgica. Além das críticas quanto a doutrina da atualidade do batismo com o Espírito Santo e a atualidade dos dons espirituais, a crítica teológica mais comum foi a da inaptidão pentecostal em afirmar e defender a autoridade, inspiração e inerrância da Palavra de Deus. Livretos como o de Josafá Vasconcelos, intitulado Nada se Acrescentará (Puritanos, 1998), repetem essa crítica em tempos recentes. Hélio Menezes, célebre batista fundamentalista, certa vez me respondeu em e-mail que o pentecostalismo era espiritualmente danoso pois "colocava a experiência acima da Bíblia". Todavia, uma rápida olhada pela história do movimento pentecostal desmitifica tal crítica exagerada, pelo menos no campo doutrinário/teológico. 
            Na Teologia Sistemática pentecostal editada pelo célebre Stanley Horton,  Gary B. McGee descreve como a confissão pentecostal das Assembleias de Deus americanas em sua Declaração de Verdades Fundamentais  mostrou sua sintonia com a Associação Nacional de evangélicos, quando publicou uma revisão no texto da Declaração, afirmando que as Escrituras eram "verbalmente inspiradas por Deus, e são a revelação  de Deus ao homem, a regra infalível  e autorizada de fé e conduta". Mais tarde, a própria Convenção reafirmou seu compromisso com a Inerrância da Bíblia, com a publicação de um informe oficial sobre o tema¹.
            Dentre os teólogos destacados dentro do movimento pentecostal que sempre defenderam com vigor a inspiração e inerrância das Escrituras  podemos citar Myer Pearlman, que em seu livro Conhecendo as Doutrinas da Bíblia defende claramente a inspiração plenária e verbal da Bíblia, afirmando que "As Escrituras são o resultado da divina inspiração espiritual, da mesma maneira em que o falar humano é  efetuado pela respiração, que possibilita a emissão das palavras"². Outros teólogos pentecostais de destaque em defesa da inerrância são William W. Menzies e Stanley Horton em seu Doutrinas Bíblicas: Os fundamentos de nossa fé, livro que procura ser uma explicação teológica autorizada acerca das Verdades Fundamentais das ADs nos EUA. Nele, Horton e Menzies são enfáticos: "A origem divina e autoridade das Escrituras asseguram-nos ser a bíblia também infalível, ou seja: incapaz de erro, ou de maneira enganosa, ludibriadora ou desapontadora a seus leitores"³.
          Diante de tais declarações, não há como  afirmar que o movimento pentecostal, representado por sua maior denominação, não esteja de acordo com relação à Bíblia como Palavra de Deus. Porém há mais coisas a tratar.

O Desafio Hermenêutico do pentecostalismo contemporâneo.

        Afirmar a veracidade das Sagradas Escrituras é algo bem definido no movimento pentecostal. No que tange à interpretação, os pentecostais de maneira geral,  em especial no Brasil, sempre seguiram o método gramático-histórico de interpretação dos textos bíblicos, mesmo com algumas distinções em certos pontos. Tal método, que remota ao tempo da Reforma, é o único que faz jus à Bíblia como Palavra de Deus inerrante, pois valoriza as declarações verbais bíblicas, pronunciadas em seu devido espaço histórico e cultural. O método gramático-histórico é também chamado de método "antioqueno" ou "literal de interpretação", assim também como método "naural", de interpretação Bílbica. No método gramático histórico, não se procura a "intenção" do autor ao escrever determinado texto, mas sim o significado expresso no próprio texto, como afirma Roy Zuck: "Quando interpretamos a Bíblia, procuramos entender o que ela diz, não o que o autor humano quis dizer"[4].
           Em anos recentes, todavia, um desafio ao método histórico-gramatical foi proposto dentro das academias evangélicas. Vários estudiosos tendem a acrescentar algo ao método tradicional, outros também procuram abordar a interpretação bíblica através de teorias linguísticas modernas, que não levam em conta a inspiração bíblica.  Outros até mesmo estão  vendo a possibilidade de utilizar novamente um método alegórico de interpretação bíblica, que procura descobrir um "sentido mais pleno" do que o expresso pelo autor humano [5].  Tal tipo de inovação hermenêutica não deixou de estender certa influência na academia pentecostal. No Estados Unidos, teólogos associados com o pentecostalismo procuram associar a experiência pentecostal com a experiências místicas de outras religiões, inclusive as de matriz africana[6].
          Nestes últimos anos, tal tipo de novidade hermenêutica aparece em obras que procuram dialogar com os pressupostos entre a pós-modernidade e a experiência pentecostal, como por exemplo  Pentecostalismo e  Pós-modernidade (Cpad), de autoria de César Moisés, e mais especificamente, a obra de David Mesquiati e Kenner Terra, Experiência & Hermenêutica Pentecostal (Cpad), onde os autores propõem outras possibilidades de interpretação bíblica para a teologia pentecostal.
        Um dos pontos comentados por César Moisés e expresso no livro de Mesquiati e Terra parece receber certa simpatia na obra introdutória à teologia pentecostal, escrita por meu amigo Gutierres Siqueira. Na obra Revestidos de Poder,  Gutierres, que de maneira  competente destrói vários estereótipos que existem no que tange à doutrina pentecostal, faz uma declaração interessante no capítulo 3, que trata da importância da experiência:

"Ora, o que vem antes: a teologia ou experiência? Ora, a Teologia é precedida pela experiência. A teologia é a explicação e reflexão da experiência"[7].

        Tenho firme convicção que Siqueira não está aqui tentando colocar a experiência acima da Bíblia, como ele mesmo expressa nos parágrafos subsequentes do capítulo em questão. Porém, a afirmação de Siqueira é no mínimo intrigante. Ele dá a entender que está se referindo ao conhecimento experimental que o crente tem quando encontra as realidades espirituais da Bíblia, que lhe dá um novo insight, por assim dizer, da realidade de que fala o texto bíblico. 
        Saborear espiritualmente as verdades da Palavra de Deus é uma coisa, mas será mesmo que é essa a ideia principal ou conceitual que César Moisés tenta transmitir em seu próprio livro? Extraio aqui parte da citação de César Moisés feita pelo próprio Siqueira:

"...originalmente, a teologia sempre sucede a experiência, pois ela representa a tentativa de dar sentido ao que aconteceu, procura sistematizar a revelação especial em forma de doutrina e até a própria religião como um todo".

         A quem César está se referindo quando expele a palavra "originalmente"? Aos leitores comuns da Bíblia? A toda a tradição da teologia sistemática da história da igreja cristã? Aos  supostos "teólogos racionalistas" que existiram na época pós-Reforma? Tudo isso é abrangente demais, genérico demais e como consequência, vazio demais para surtir qualquer análise séria em um leitor pentecostal que usa sua massa cinzenta. Porém, a declaração acima tem muita semelhança com a análise do fenômeno religioso nas Ciências da Religião. Caso César Moisés esteja, ainda que de maneira sutil,  falando da experiência original do autor bíblico diante da divindade, então sua declaração precisa ser rejeitada na latrina mais próxima e importa dizer o porquê.

Breve consideração a Hermenêutica Moderna e a Revelação Bíblica:

             Há um problema afirmar que a experiência precede a teologia, caso por teologia se entenda a clássica definição do "falar sobre Deus" segundo a "revelação" que Deus dá. Nesse caso, a experiência ocorrida é verdadeiramente uma experiência lógica, ou seja, é uma experiência  obviamente "sentida", mas igualmente "ouvida" e ouvida de maneira racional. O autor de Hebreus resume as experiências passadas com Deus pelo povo de Israel durante sua história com a simples frase: "Havendo Deus, antigamente, falado..."(Hb 1:1). O primeiro capítulo de Gênesis, logo no início afirma: " E disse Deus" (Gn1:3), e o apóstolo João remete ao princípio e afirma "Era o Verbo" (Jo 1.1). Em toda e qualquer parte, a experiência que Deus dá é mediada por sua Palavra, ela é Lógica (gr. Logos), inteligível e pessoal. Mesmo os alcançados por Deus são aqueles que "ouvem" as palavras de Cristo através da pregação. O apóstolo Pedro exorta que se alguém falar, "que fale segundo as palavras de Deus" (1 Pe 4.11). Logo, a experiência com Deus é sempre "teológica".

           De maneira interessante, o próprio apóstolo Pedro faz uma declaração importante acerca da Bíblia, da revelação e da experiência. Logo após citar  citar sua autoridade como testemunha apostólica na experiência com Jesus no monte da transfiguração, o apóstolo também acrescenta:

"E temos, mui firmes a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça,e  a estrela da alva apareça em vosso coração" (2 Pedro 1.19).

            A Bíblia não somente traz revelação. Ela é a revelação. Para Pedro, ter a palavra profética é tão firme quanto ter a experiência de ver Cristo transfigurado. É ter a "luz que alumia em lugar escuro".

Conclusão:

Há muito o que dizer sobre as novas tentativas hermenêuticas dentro do pentecostalismo brasileiro. O intuito desse artigo é levar a uma reflexão e alerta sobre a importância da doutrina e teologia pentecostal estarem verdadeiramente alinhados com sua legítima base: A autoridade da palavra de Deus, e usando um método que honre, e não obscureça, tal autoridade no coração dos que leem a Santa Palavra. Tendo isso em mente, tenho por certo que todos seremos abençoados.

Amém!

Sola Scriptura!
Soli Deo Gloria

Notas:

1.HORTON, Stanley (ed). Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Trad:Gordon Chow. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.p.31.
2.PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas ds Bíblia. Trad:Lawrence Olson. São Paulo: Editora Vida, 2006. p.28.
3. MENZIES, William W. HORTON, Stanley H. Doutrinas Bíblicas: os fundamentos de nossa Fé. Trad.João Marques Bentes. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.p.22.
4.ZUCK, Roy B. A Interpretação Bíblica.Trad. César de F. A. Bueno Vieira. São Paulo: Vida Nova, 1994 .p.74.
5. Uma obra recente que defende vários elementos do método alégorico de interpretação dentro da teologia protestante é o livro de Craig A. Carter: Interpreting Scripture with the Great Tradition: Recovering the genius of pre-modern exegesis (Baker Books, 2019). O livro de Carter possui vários pontos positivos dignos de nota, todavia, vários de seus questionamentos acerca do valor do "sensus plenior" como forma de combater a teologia liberal (uma das propostas do livro) são discutíveis.
6. Tal tipo de pensamento é encontrado em Amos Young, famoso teólogo de origem pentecostal do seminário teológico Fuller. Para ver uma rápida, porém firme crítica à posição de Yong em português, basta consultar o livro A Trindade no Evangelhode João, de Köstenberger & Swain (Edições Vida Nova).
7. SIQUEIRA,Gutierres. Revestidos de Poder: Uma introdução à teologia pentecostal. Rio de janeiro: CPAD, 2018. p.49