-->
"...Eu sou terminantemente contra mulheres se tornarem pastoras. Na verdade, jamais vi um só bom exemplo, e isso tão pouco é bíblico. Também não acho que esposa de pastor seja "pastora" por conta do casamento. Ora, de modo equivalente se a esposa do pastor for ministra de louvor, o pastor não será ministro de louvor automaticamente. Deus distribui os dons individualmente, a cada um."
Essa frase da blogueira Maya Felix, postada em artigo anterior, resume muito bem o pensamento diferencialista. O caso de Maya e de "minha mestra" são apenas alguns exemplos de mulheres que são contra o ministério feminino, tão paparicado por alguns.
Tal exemplo reforça duas verdades: A primeira, é que não precisa a mulher possuir uma determinada função dentro do contexto eclesiástico para poder realizar e contribuir com alegria para a obra de Deus. Pelo contrário, muitas mulheres do passado contribuíram, até mesmo na área de ensino sem possuir a função e ofício pastoral. Então surge a pergunta: Por que tanta luta por esse ofício e função? A resposta não é tão complicada:
a) O feminismo pós-moderno: Com o advento do movimento feminista, mais e mais mulheres começaram a ter pensamentos e conceitos estranhos e alheios à Palavra de Deus. A mulher, antes vista como uma auxiliadora valorosa, exemplo para a família, agora deveria correr em busca de seus objetivos e sonhos, a despeito de seu marido, filhos ou família. O trabalho e a satisfação individual deveriam vir em primeiro lugar. Algumas mulheres podem objetar dizendo: "Mas o que há de errado em buscar um emprego, realizar seus sonhos, ter uma vida um tanto quanto independente de terceiros?". Não é pecado a mulher procurar ter uma formação intelectual e profissional, estou longe de ser contra isso, pelo contrário. O grande problema é quando essa busca de realização é tudo o que importa, na verdade é o que mais importa na vida. Um modo de vida onde maridos e filhos são o segundo plano e muitas vezes não há espaços ou tempo para eles. Hoje, os problemas na família cristã cada vez mais se dão por conta dos pais, que não buscam educarem os seus filhos na Palavra de Deus, deixando essa responsabilidade para a Xuxa, Ivete Sangalo, Cláudia Leite e tantas outras pedagogas capacitadas, sem citar a pobrezinha da empregada doméstica, responsável por quase todas as tarefas domésticas, inclusive de lavar, passar e fazer a comida do marido (e aí se o marido admirar mais a empregada do que ela, ou acontecer algo pior). Infelizmente esse pensamento vem invadindo a igreja e cada vez mais sobra para os teólogos, pastores e professores de Escola Dominical enfrentarem tais mazelas. Muito dos problemas familiares hoje em dia acontecem por causa que os pais não buscam orientar seus filhos dentro da Palavra, e querem que o professor de Escola Dominical resolva tudo isso nos cinqüenta minutos- que tempo curto! - do santo domingo. É necessário cada vez mais moças e mulheres cristãs aprendam o valor da submissão e a dádiva de ter filhos e a função de mãe. cada vez mais temos homens fracos e que não sabem como exercitar sua virilidade e firmeza, tanto teológica como pessoal, por negligência do cuidado materno. Em toda a Bíblia vemos o quanto era importante para as mulheres terem filhos, sendo o exemplo de Ana um dos mais bonitos (1Sm 1)¹. Talvez a frase de John Wesley resuma o que quero dizer: "Aprendi mais sobre cristianismo com minha mãe do que todos os teólogos da Inglaterra".
b) - A grande ignorância por parte de moças e mulheres cristãs sobre essa questão: Lamentável hoje a falta de conhecimento das mulheres com relação a esse assunto. Tudo o que as mulheres de hoje sabem sobre submissão é o que aprendem com a novela das oito, junte isso com o pensamento pós-moderno sobre a submissão. O fruto disso é uma verdadeira deturpação com relação ao pensamento bíblico.
John Eldrege afirmou uma verdade: "toda a filha de Eva quer controlar o seu mundo, o seu homem e o seu Deus"². Cada vez mais a igreja cristã fica alimentando as mulheres com a imagem de uma Eva pós-pecado, e cada vez mais mulheres deixam serem contagiadas por essa síndrome arrasa-quarteirão e que cada vez mais é um dos fatores responsáveis por desestruturarem famílias. Se a mulher cristã reconhecer seu legítimo e abençoado papel no lar, na igreja e na sociedade, muitas bençãos espirituais surgirão e muitos serão abençoados, em especial o homens valorosos que surgirão, além do próprio cristianismo. E com certeza, muitas mulheres terão uma enorme satisfação. Não somente pessoal, mas com certeza espiritual e glorificarão grandemente o nome de Deus.
Soli Deo Gloria
Referências:
¹ Se o exemplo de Ana é um dos mais bonitos, pode-se dizer que o de Raquel é um dos mais desesperados e intensos(Gn 30:1).
² ELDREGE, John. Coração selvagem.Rio de Janeiro: CPAD, 2004.