quinta-feira, outubro 21, 2010

A Mamãe Não Precisa Adulterar



Carlos Moysés, Vocalista do Voz da Verdade


Domingo passado foi um dia muito especial para mim. Na Escola Dominical Deus orientou a meus amigos e a mim para exercitarmos os nossos alunos na meditação das Escrituras. Foi algo muito bom. Mas o que me deixou mais feliz ainda, foi ouvir a voz de Deus pela Sua Palavra, que é viva e eficaz, no culto à noite. O pregador ensinou usando o salmo 23 de maneira simples e abençoada. Verdadeiramente a igreja pôde se alimentar com a Palavra neste culto.


Entretanto, em meio a tantas alegrias no Evangelho, temos passado por momentos bem dolorosos em nossa cidade. Infelizmente, é em Belém do Pará que ocorre uma das maiores festas idólatras: o Círio. Em que milhares de pessoas padecem de inúmeras formas afim de cultuar a um falso deus. O que é triste, pois ao invés dos indivíduos se arrependerem de seus pecados e confiarem na obra realizada por Cristo na cruz, eles procuram justificar os seus pecados através do cumprimento de promessas penitenciais hipócritas. E o pior de tudo isso, as crianças também são envolvidas neste processo idólatra- na manhã do domingo passado foi realizado o chamado 'círio das crianças'.

Porém, esses não são os nossos maiores problemas. Quando eu pensava que este mês já estava por de mais idólatra, sou informado do seguinte: a igreja a qual eu faço parte irá realizar uma chamada "Conferência do Espírito Santo"; e o grupo convidado para fazer parte de tal evento é(nada mais, nada menos...) o Voz da Verdade.


Você entendeu a incoerência doutrinária? É a igreja-mãe, berço do Pentecostes no Brasil (rumo ao centenário)- a qual crê que Jesus cura, salva, batiza no Espírito Santo e que em breve voltará- recebendo um grupo modalista¹ que não crê no Espírito Santo.
Judá e Tamar, Pintura de Horace de Vernet (1789-1863)

Recompensais assim ao SENHOR, povo louco e ignorante? Não é ele teu pai que te adquiriu, te fez e te estabeleceu? (Dt 32.6)



Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o.Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado. ( Tt 3.10,11)


Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. (1 Co 2.9-13)


Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem;Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo.Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro?Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.( 1 Co 5.6-13)


O que está em jogo nesta conferência não é uma simples questão teológica. Não, não é. O que está em jogo é a glória de Deus, o louvor das pessoas e todo o culto. Como ser conduzido na adoração por pessoas que não conhecem ao Espírito Santo que nos guia ao Senhor Jesus, e que em Cristo nos leva a adorar o Pai? Se fizermos isso, é certo que Deus não receberá o nosso louvor. E não importa o quanto ele aparente ser piedoso e emotivo, pois Deus só pode receber a adoração daqueles que foram unidos a Cristo por meio do Espírito.

Oh, meus irmãos, eu sinceramente não estou interessado em denegrir a imagem da "mamãe" e ter o que falar durante os dias 25 a 29 de outubro. Pelo contrário, oro para que Deus nos repreenda por meio deste artigo e faça com que esta conferência NÃO aconteça. Pelo amor de Deus. Tem tanta gente boa para ser convidada para nossas conferências... Não precisamos de trevas.

Que Deus tenha misericórdia de Sua amada igreja.

Que Deus nos perdoe.


[1] O Modalismo é uma antiga heresia da história da igreja ocidental, promovida primeiramente pelo mestre cristão romano Práxeas e depois por Sabélio, sendo conhecida também como Sabelianismo, devido a este último. Tal doutrina ensina que O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são pessoas distintas, mas apenas manifestações do único Deus. Esse ensino herético foi duramente combatido pelo pai da igreja Tertuliano, quem em sua magnum opus Contra Praxeas, afirma: "Práxeas serviu ao diabo...introduzindo a heresia, expulsando o espírito e crucificando ao Pai". Tal doutrina antiga ressurgiu com o unicismo moderno em torno do "Nome de Jesus" e é adotada pelo Grupo Voz da Verdade, sendo este grupo combatido fortemente pelo conceituado Instituto Cristão de Pesquisas e conceituados apologistas pentecostais.O Conjunto de doutrinas unicistas pode ser encontrado no próprio site do grupo (http://www.vozdaverdade.com.br/estudos/). O apologista Paulo Romeiro escreveu uma excelente refutação bíblica da doutrina sabeliana do grupo, disponível neste endereço: http://www.agirbrasil.org.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=146&sg=39&id=235

Em 2007, os blogueiros do GQL Victor Leonardo e Carlos Eduardo entrevistaram pessoalmente o líder do Grupo, Carlos Moysés. Nessa entrevista, o líder do grupo confirmou seguir as doutrinas sabelianas. O conteúdo integral da dessa entrevista está disponível neste link: http://gqlgeracaoquelamba.blogspot.com/2007/08/gql-entrevista-carlos-moyss.html

terça-feira, outubro 05, 2010

Sobre Serra, Marina e as razões de não concordar com o voto nulo


Há muitos cristãos que se encontram hoje diante de uma dúvida: finalmente, já se conscientizaram que votar em Dilma Roussef para presidente fere frontalmente seus princípios cristãos, devido às propostas que ela defende, mas ainda não se decidiram se é melhor, então, votar em Marina Silva ou em José Serra, porque nem Marina nem Serra atenderiam perfeitamente ao perfil do candidato que gostariam de apoiar. Diante do impasse, alguns já se decidiram que não vão votar nem em Marina, nem em Serra, nem em candidato algum – simplesmente irão votar nulo. Bem, o que acho disso?

Respeito todos aqueles que preferem votar nulo para presidente, não só porque têm todo o direito de assim fazê-lo, mas também pelo fato de, nesta eleição (como em outras), as opções não serem realmente nada ideais. Entretanto, prefiro, ainda assim, escolher entre um dos outros dois candidatos principais na disputa (Serra ou Marina), porque entendo que o princípio do mal menor é absolutamente cabível no atual contexto. Por mais que as opções que restam não sejam ideais, são opções razoáveis. Essa é minha posição pessoal, que assumo sem classificar os irmãos que votam em nulo para presidente como “alienados”, pois entendo que a decisão deles é válida também dentro da consciência cristã, embora particularmente não concorde com ela.
“Ok, mas dá para esclarecer melhor o porquê de você, particularmente, acreditar que, dentro do atual contexto, é preferível não votar em branco?”.
Primeiro, porque é praticamente impossível uma onda de votos nulos em protesto que chegue ao ponto de inviabilizar esta eleição, levando a nação a uma reflexão em prol do surgimento de outra proposta de candidatura que seja mais ideal. Isso é utopia. Em segundo lugar, porque, uma vez que isso não seja possível, votar em nulo, na prática, ajuda a quem está à frente na contagem de votos – no caso, Dilma Roussef. Ou seja, indiretamente, quem anula seu voto estaria ajudando a petista a vencer. E em terceiro lugar, porque, mesmo não tendo candidatos ideiais, temos, pelo menos, a certeza de que um governo de Marina ou Serra seria muito mais suscetível às pressões pró-valores cristãos do que um eventual governo Dilma.

Explicado isso, sobra a pergunta: Marina ou Serra? Serra ou Marina?
Claro que, para mim, seria muito mais tentador apoiar Marina Silva. Por quê? Ora, além de se opor a vários pontos esposados por Dilma, é evangélica e até assembleiana. Aliás, já imaginaram, irmãos assembleianos, como seria ter uma presidente da República membro das Assembleias de Deus exatamente no ano do centenário das Assembleias de Deus?

Entretanto, vejo tanto Serra como Marina como boas opções dentro do atual contexto destas eleições. Há prós e contras em cada um deles? Sim, há. Há pontos negativos em alguns posicionamentos da irmã Marina, para os quais não posso fechar os olhos e ouvidos, assim como há em alguns posicionamentos de Serra. Na questão do aborto, por exemplo, Serra é muito mais firme que Marina (falo disso mais adiante). Nos demais pontos, praticamente se assemelham.

No dia da eleição, infelizmente, não poderei votar, porque estarei fora do Rio de Janeiro, em viagem para atender a uma agenda; e na época em que vencia o prazo para informar no cartório que votaria em trânsito, eu estava com pouquíssimos dias de recuperação de uma cirurgia que fiz recentemente e por isso desisti da ideia de ir ao cartório, pois seria, para mim, naquelas condições, uma inconveniência física (Aproveitando: Esse período de convalescença foi a razão pela qual tive que ficar fora da blogosfera durante quase um mês).
“Mas, pelo menos, já se decidiu entre Marina ou Serra?”

Confesso que, de forma absoluta, ainda não. E não estou sendo murista; estou sendo sincero. Para definir de forma simplista, diria que se for pelo emoção, pela empolgação, tenderia a votar em Marina (o que não significa dizer que o voto em Marina seria uma atitude irracional, mas que é mais emoção); mas a minha razão tende mais a apoiar Serra. Aliás, acho que se votasse no dia 3, provavelmente votaria nele. A única certeza absoluta que tenho sobre esse pleito, e isso bem antes de a campanha para presidente começar, é que em Dilma nunca votaria, pelas razões que já abordei quase exaustivamente neste blog.
Enfim, se você votar em Serra ou em Marina, meu irmão, entendo que já estará votando bem dentro do atual contexto destas eleições.
E se ainda está indeciso, para ajudar você a definir o seu voto, coloco abaixo algumas informações sobre ambos. Avalie e escolha.

Serra e Marina

Historicamente, Serra sempre se posicionou contra a legalização do aborto no Brasil, posição que mantém até hoje. Em relação ao tema, pesa contra ele apenas um episódio de 1998, quando congressistas pró-aborto pressionaram o então ministro da Saúde José Serra para que editasse uma Norma Técnica dispondo sobre a excepcionalidade da prática de abortos no Sistema Único de Saúde (SUS) do governo federal em casos de crianças de até 20 semanas (cinco meses) concebidas em estupro. Como a legislação brasileira permite o aborto em casos de estupro (artigo 128 do Código Penal), Serra cedeu e editou a tal Norma, que fez com que o SUS praticasse pela primeira vez abortos.

Ainda naquela época e durante as eleições de 2002, Serra afirmou que a edição da referida Norma não significava a existência de alguma disposição de sua parte em apoiar alguma mudança na legislação brasileira a respeito do aborto. E durante a atual campanha, o candidato do PSDB enfatizou isso mais uma vez. Em maio, em entrevista ao apresentador Carlos Massa (“Ratinho”) do SBT, ocasião em que garantiu que seu governo não apoiará nenhuma iniciativa para mexer na legislação sobre o aborto. Outra declaração se deu em sua entrevista à estatal TV Brasil em julho: “A lei atual [sobre o aborto] ficará como está”. Mais uma declaração foi proferida na sabatina de presidenciáveis promovida pelo jornal Folha de São Paulo e o portal de notícias UOL em 21 de julho, ocasião em que Serra afirmou: “Considero o aborto uma coisa terrível. (...) Isso [a legalização do aborto] liberaria uma verdadeira carnificina. Dificultaria também o trabalho de prevenção, como no caso da gravidez na adolescência, que é um assunto muito grave. Isso [a legalização do aborto] liberaria gravidez para todos os lados”. Serra enfatizou na ocasião que o resultado da legalização do aborto seria que a prática “a mulher vai para o SUS e faz o aborto” acabaria por “virar um processo”, uma conduta habitual, gerando “uma carnificina”.
Há poucos dias, afirmou ainda, em contraposição a Marina, que não levaria o tema aborto sequer a um referendo, posto que o assassinato de uma vida não deve sequer ser levada a referendo (Veja o vídeo com a fala de Serra sobre o assunto aqui).

Marina, por sua vez, é pessoalmente contra a legalização do aborto, mas propõe um plebiscito para se avaliar o assunto. Seu atual partido, o PV, defende abertamente a legalização do aborto, embora não coloque a aceitação dessa proposta como condição para se filiar ao partido, diferentemente do antigo partido de Marina, o PT. Em uma de suas muitas declarações sobre o tema, como é o caso da entrevista ao programa Painel RBS em 18 de maio, transmitido pela Rádio Gaúcha, Marina afirmou: “Proponho um debate democrático sobre o tema. Quero que os brasileiros saibam minha posição pessoal, mas sei que temos um Estado laico”.

Ao que parece, a candidata do PV acredita, apoiada nas últimas pesquisas nacionais sobre a legalização do aborto (que mostram a maioria da população contra), que a proposta de legalização certamente perderia em um plebiscito e, assim, o tema seria encerrado, inclusive sem possíveis discussões no Congresso Nacional. Contra sua tese, porém, pesa o fato de que, como o aborto é o assassinato de uma vida, não deveria, na prática, sequer ser submetido a um plebiscito.

Continue lendo esta boa reflexão política no blog do pastor Silas Daniel.


sexta-feira, setembro 17, 2010

Palmada pode?


Para mim não foi uma completa surpresa quando me deparei com a reportagem de capa da revista Veja de 21 de julho de 2010, a manchete diz: “Mas nem uma palmadinha?”, e trata do novo projeto de lei assinado pelo presidente Lula que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 18. Segundo a reportagem “(...) Pelo novo texto, fica vedado aos pais usar castigos corporais de qualquer tipo na educação dos filhos (...)”, a nova lei ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas já cria polêmica entre os grupos sociais envolvidos e creio que nós como cristãos representantes de Deus nessa Terra precisamos ter uma visão realmente clara sobre o assunto.

Como imitadores de Cristo devemos seguir seu exemplo, apesar de Cristo não ter sido pai biológico ele sempre nos ensina que devemos seguir as Sagradas Escrituras, estas nos ensinam como devemos agir em todos os momentos de nossas vidas, inclusive quando nos tornamos pais: "Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá." (Provérbios 23 : 13); "Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno." (Provérbios 23 : 14); "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe." (Provérbios 29 : 15).

Então, podemos pensar: “Será a Bíblia incentivadora de maus tratos às crianças?”. NÃO! A Bíblia é sim, incentivadora da autoridade dos pais sobre os filhos, incentivadora de disciplina e imposição de limites, afinal se “os filhos são herança do Senhor” (Sl 127:3) deve-se cuidar para que tais heranças se desenvolvam da melhor maneira possível.

Que fique claro que não estou incentivando nenhum tipo de agressão, abuso ou espancamento infantil, sou terminantemente contra qualquer tipo de abuso físico com relação à criança. Assim como sou contra pais que deixam seus filhos serem educados pela TV ou pela internet, contra pais que descontam suas frustrações e estresse do dia-a-dia em seus filhos, contra pais sem sabedoria que satisfazem todas as vontades de seus filhos sem imposição de limites criando futuros adultos que, mais tarde, acreditarão piamente que o mundo gira ao seu redor.

Não impor limites, e dentro disso se abster da “palmada pedagógica”, é mostrar às crianças de hoje que eles poderão ser adultos mesquinhos, egoístas e que suas atitudes não terão conseqüências. Algumas pessoas consideram que há formas “mais eficientes” de se impor limites, como: colocar de castigo, tirar algo de que a criança goste, proibir de brincar durante um período de tempo, etc. Mas não creio que isso seja suficiente, no vídeo que postei junto com este artigo veremos o posicionamento do Pr. John Piper, com o qual concordo, com relação a este assunto.

Concluo este artigo com uma reflexão, que é tanto para pais como para futuros pais como eu: Filhos são presentes, pedras preciosas de Deus para nossas vidas, que devem ser amados e respeitados, mas toda pedra preciosa também precisa ser lapidada para que torne jóia rara. Deus nosso Pai faz isso conosco sempre, nos corrige porque nos ama. Devemos amar nossos filhos, e futuros filhos, e, portanto, corrigi-los em amor. Utilizando a “vara” no momento certo, do jeito certo, estaremos criando uma geração mais madura e responsável por suas atitudes.





*Este post foi escrito em parceria com minha esposa Isa Karla Leite.

A PAZ DE CRISTO

terça-feira, setembro 14, 2010

O Chamado de Cristo para seguir os Seus passos

"O que eu tenho para lhes dizer é que o chamado de Cristo não é para apenas estar informado, mas para que se faça algo a respeito"

K.P. Yohannan




Extraído do blog Voltemos ao Evangelho


Por K.P. Yohannan. © Gospel For Asia. Website:gfa.org
Original:
Christ's Call to Follow in His Footsteps. Website: youtube.com/user/setapartlife
Tradução e Edição:
voltemosaoevangelho.com
Permissões:
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

domingo, setembro 05, 2010

Nilton Rodolfo no Cara e Coroa, da Tv Brasil



Há cerca de duas semanas, Nilton Rodolfo foi entrevistado por João Rocha Lima, que faz dupla com Milton Coelho da Graça no programa Cara e Coroa, programa exibido pela TV Brasil e debate vários temas concernentes a sociedade brasileira.

O tema do programa a ser exibido nesta terça, dia 07/09, que conta com a presença de Nilton, aborda a questão do sentimento religioso do jovens de Belém e Manaus e segundo a chamada do programa, a visita a estas duas cidades serviu "para descobrir que religiões fazem a cabeça de jovens e idosos."

Questionado sobre os mais variados assuntos, Nilton teve a oportunidade de responder a várias questões religiosas, sociais e até filosóficas dos apresentadores. Dependendo de como sairá a edição do programa (sendo que outros jovens participam) creio que elas mostraram um testemunho importante da suficiência de Cristo como o único caminho para a Deus e esperança para pecadores necessitados de salvação. É esperar e conferir.

O Programa vai ao ar nesta terça (07/09), às 20:00hs.

Soli Deo Gloria

CPAD suspende publicação da Bíblia Dake


"Se você procurar a Bíblia de estudo Dake no site da CPAD, irá deparar com a mensagem: “Produto indisponível no momento”. O aviso é normal para produtos que esgotaram o estoque e aguardam nova impressão, porém no caso da Dake é diferente. As reimpressões da Bíblia de estudo que causou furor entre os defensores da confessionalidade da editora e instaurou uma crise institucional protagonizada pelo Conselho de Doutrina e pela Comissão de Apologética foram suspensas — ao que parece em definitivo.

De acordo com o que pude apurar, o motivo seria justamente o desgaste da imagem da editora em face da polêmica promovida por pertinazes blogueiros e pelas entidades mencionadas, que se opuseram à sua publicação. A ordem que o diretor executivo da CPAD, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, passou a todos os seus comandados foi textualmente esta: “Ninguém toca mais nesse assunto” (o que fez este blogueiro espernear um bocado para conseguir a informação).

No entanto, o real motivo pode ser outro, ou pelo menos o que contribuiu em definitivo para a decisão..."

Leia mais no Blog do irmão Judson Canto, clicando aqui

Soli Deo Gloria

quarta-feira, setembro 01, 2010

Lute pelas manhãs de domingo


Toda a manhã de domingo travo uma verdadeira guerra. Logo nos primeiros minutos pós-sono, a primeira guerra que travo é contra a preguiça misturada com o cansaço do dia anterior, que por vezes é repleto de atividades, tanto eclesiásticas quanto sociais.

Todavia, esse não é o maior embate que um professor de Escola Dominical enfrenta. Nesses poucos anos de como professor a infra-estrutura e o descaso de muitos colegas do mesmo ofício prejudicam o bom desempenho de uma escola dominical, às vezes dando quase uma noção na qual os incentivos que vemos em revistas de EBD não passam de mera suposição, dada a luta que nos aguarda em nossas congregações locais, quer sejam elas grandes ou pequenas. As pequenas possuem falta de espaço, enquanto que as grandes possuem um espaço extremamente mal distribuído, onde muitas vezes os carros, estacionamentos e monumentos imponentes são mais prioritários do que o rebanho de Cristo. Por isso, todo o professor que realmente busca se dedicar no ensino de Cristo, deve estar consciente que possivelmente travará uma guerra por sua própria aula.

Porém uma das maiores lutas, posso afirmar com certeza, não é simplesmente a falta de espaço ou o descaso quanto ao ensino bíblico dado pela liderança eclesial, mas por vezes o descaso que o próprio educando (em especial, os adolescentes) possui para com aquilo que está sendo ministrado, e pelo menos dentro de um contexto cristão, tenho por certo que não se pode simplesmente responsabilizar o professor( quando este se esforça no ensino). As razões não são poucas e ajuntam-se formando um só obstáculo. Creio que posso melhor expressar isso dentro de um contexto de faixa etária adolescente, faixa no qual já trabalho há certo tempo.

Preocupações com esta vida e pouca prática na leitura bíblica constituem um obstáculo considerável, porém nada se compara muitas vezes com o menosprezo dos pais pelo progresso dos filhos no conhecimento bíblico, sendo que focalizam mais o trabalho e a vida estudantil destes. Coisas importantes, porém não se comparam com coisas relacionadas ao seu futuro eterno! Porém há algo mais.

Todas as razões levantadas acima possuem validade e estão juntas, porém o maior problema que considero, sem dúvida, é algo que está muito acima do professor e da própria EBD: a falta de conversão de nossos alunos, juntamente com poucos exemplos de dedicação à suficiência das Escrituras testemunhados perante nosso alunos já convertidos. Diante de tais fatos, o que fazer? Como lutar pelas manhã de domingo? Creio que três elementos são indispensáveis para alguém que se propõe a ensinar:

1) Fidelidade às Escrituras: Quantos de nossos educadores dominicais possuem carisma e o dom da oratória, porém péssimos conhecedores da Bíblia, sendo que muitas vezes pouco se dedicam no aperfeiçoamento da aula e nada mais fazem do que transmitir clichês e frases de pára-choque de caminhões. Engana-se quem pensa que isso passa despercebido pelos alunos! Quanto maior profundidade bíblico teológica tiver sua aula, mais possibilidade você terá de testemunhar da glória de Deus na face de Cristo Jesus, pois a partir disso, é quase que impossível não despertar o interesse do aluno, pois o conhecimento de Deus será mostrado, o que muitas vezes pode chocá-los, amedrontá-los, encorajá-los, levá-los ao deleite ou então até mesmo causar violenta rejeição, porém a impassibilidade dificilmente será mantida.


2)Testemunho cristão: Por mais importante que seja a fidelidade do professor quanto à palavra revelada, isto por si mesmo pode não causar o impacto devido por um simples fato: o testemunho cristão é totalmente essencial. devemos viver aquilo que ensinamos e pregamos todos as manhãs de domingo no decorrer da semana. Acerca disso, Richard Baxter, em sua magnum opus Manual Pastoral do Discipulado (Cultura Cristã)¹ afirma:

"Preguem para sim mesmos os sermões que estudam, antes de pregar a outros. tal prática será para seu próprio bem e jamais será trabalho perdido; entretanto, eu falo sobre responsabilidade ministerial, isto é, que isso seja feito também para o bem da igreja. quando suas mentes se acertarem em santificação e paz, suas congregações participarão dos frutos do seu crescimento. suas orações, seu louvor e doutrina lhes serão como delícias celestiais. seus ouvintes perceberão que os senhores estiveram com Deus; aquilo que estiver em seus corações estará nos ouvidos deles".

O comentário de Baxter aplica-se perfeitamente a qualquer um que afirme ser mestre da palavra.

3) Oração perseverante: por mais que nos esforcemos, precisamos levar em conta que a Deus pertence a salvação e não a nós (Jn 2:9). Nossa tarefa é ensinar, crendo que o Espírito de Deus fará a obra nos corações (Mt 28:19). nossa responsabilidade está em orar de forma perseverante em favor daqueles a quem estamos ministrando, para que sejam salvos e dêem fruto. Nossa oração deve ser tão perseverante quanto a da viúva persistente(Lc 18:1-8) e do amigo importuno (Lc 11:5-10). Confiemos no bondoso Senhor, muito pode a oração do justo quando acompanhada de confissão de pecados (Tg 5:16).


Devemos lutar não somente pelas amanhã de domingo, mas lutar pela alegria de se deleitar em Deus ao conhecê-lo, não somente a nossa, mas também a de nossos próprios alunos.

Soli Deo Gloria


Nota:

[1] O título original desta é obra é mais conhecido como O Pastor Reformado, sendo extremamente recomendado para os ministros da Palavra, tanto experientes quanto os mais novos.