quarta-feira, dezembro 31, 2014

GQL 2014: "Combate o bom combate da fé".


A noite estava tranquila e movimentada para o horário, cerca de 21:30, quando andávamos pelos quarteirões de Belém. A conversa que tive com o irmão da igreja estava tranquila e agradável, e quando chegamos em casa, que não ficava muito distante da dele, a conversa se estendeu. Naquela noite, eu e Nilton Rodolfo conseguimos interagir mais, e finalmente, uma amizade realmente sólida começara a surgir, pois até então minhas idas aos cultos da missão com adolescentes se resumiam a breves conversas e participação nos cultos. Isso completará 10 anos em 2015, quando após isso surgiram outros amigos como Renan Diniz, Carlos Eduardo e Janyson Costa.

De lá para cá, não há como contar as inúmeras bençãos que foram derramadas por Deus em nossas vidas e ministério, assim também como a força para continuar continuando mesmo em meio a lutas e desafios enfrentados. Hoje, continuamos nosso ministério em uma pequena congregação local e dos desafios que esta apresenta. Por vezes, temos a pensar que os desafios são maiores em uma mega-igreja, onde há milhares reunidos, por vezes de maneira superficial. Porém, o desafio muitas vezes é maior quando lidamos com pessoas frente a  frente, onde conhecemos mais de suas vidas, seus medos e dificuldades. É ali que somos forjados ministerialmente, e de uma maneira singular, em 2014 isso cada vez mais se consolidou. Neste ano, realizamos mais uma Conferência Graphe, que contou com a participação de Gutierres Siqueira, amado irmão do blog Teologia Pentecostal, blog que surgira um pouco antes do GQL e que neste ano tive a oportunidade de escrever artigos relacionados a fé pentecostal. Por certo o maior desafio enfrentado por mim neste ano foi a perda de minha tia, o que muito entristeceu minha mãe e a família. Eu nunca havia dado uma palavra em um momento como esse, nunca esperei que falaria justamente no momento de despedida de minha tia.

Neste ano também vimos o mundo cristão ortodoxo ficar mais órfão; três grandes teólogos, de tradições distintas, partiram para a glória celestial, Gerard Van Groningen (reformado), Dwight Pentecost (dispensacionalista) e o célebre Stanley Horton (pentecostal). Todos com avançada idade (Groningen com 93, Horton com 98 e Pentecost  com 99), todos há muitos anos combatendo por Cristo, agora esperam a recompensa e a ressurreição dos mortos.

A igreja em Éfeso certamente não era uma igreja tão pequena, mas certamente havia uma congregação própria, onde Timóteo deveria lidar com os problemas que cercam um ministério cristão. Em sua primeira epístola, Paulo exorta seu filho na fé a militar boa milícia (1 Tm 1.18), a lidar com os mais variados problemas e dificuldades como um bom soldado do exército de Cristo. Com isso, Timóteo deveria orar (1 Tm 2.2); orientar as irmãs em Cristo (1 Tm 2.9), analisar os futuros líderes (capítulo 3), e permanecer firme e diligente em seu ministério (cap. 4), além de outras importantes atividades ministeriais, que Timóteo deveria cumprir para seu ministério ser legítimo e proveitoso diante de todos em Éfeso (cap. 4.15).

Certamente é dever de todo o crente combater o bom combate da fé, lutar em uma guerra espiritual contra tudo o que guerreia contra a alma. Como acertadamente diz J. C. Ryle em sua Magnum Opus, Santidade: 

"Somente um cristão verdadeiro realiza o trabalho de um soldado. Apenas ele enfrenta diretamente os inimigos de sua alma; e realmente luta com eles e os vence".

 O "bom combate" é bom por seu resultado. Quando lutamos, lutamos por Cristo, quando vencemos, vencemos pela graça de Cristo.

Nossa oração é que possamos continuar avançando, continuar continuando, crescendo na graça e no conhecimento de Cristo, cumprindo bem nosso ministério. Combatendo o bom combate da fé pela graça de Deus, nosso amado Pai, no poder do Espírito, nosso consolador.

Que o nome de Nosso Senhor Jesus seja glorificado!

Um feliz 2015 a todos!

Soli Deo Gloria

quinta-feira, dezembro 25, 2014

O Natal Acontece a Cada Conversão?

"Ora o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo" (Mateus 1.18).

Em nossos  dias o período natalino gira em torno de compras, vendas, papai noel, boas ações e coisas afins. Diante disso, muitos têm se esforçado para que as pessoas retornem ao sentido genuíno do natal: o nascimento de Cristo Jesus. É por isso que vemos cantatas e pregações natalinas em muitas igrejas. Entretanto, mesmo nos eventos realizados em congregações cristãs, deparamo-nos com alguns ensinos problemáticos acerca do natal. Neste texto, gostaria de tratar sobre um pensamento equivocado que ouço há muito tempo, a fim de que não caiamos em erro - mesmo que seja inconscientemente.

Ao fim de cantatas de natal é comum ouvirmos a seguinte frase: "lembrem-se, o natal acontece todas as vezes que Jesus nasce no nosso coração" - ou algo semelhante. Particularmente, eu já ouvi tal ideia inúmeras vezes. Entretanto, seria bíblico pensar dessa maneira? Podemos falar de não somente de um natal, mas de tantos quantos forem os cristãos no mundo inteiro?

Pela Palavra de Deus, vemos que conceber o natal desse modo é errado. Notemos a objetividade da revelação bíblica nas palavras de Mateus: "Ora o nascimento de Jesus Cristo foi assim..." Tal simplicidade em narrar o acontecimento do nascimento de Jesus Cristo é de fundamental importância para a nossa breve análise. Porque a narração feita por Mateus demonstra que o natal é um fato histórico; sendo, portanto, objetivo e único. Ou seja, "vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" [1]; "e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" [2] são fatos que ocorreram na história apenas uma vez. Dessa forma, embora Cristo Jesus não tenha nascido no dia 25 de dezembro, é importante sim que comemoremos o natal. Porque Deus o Pai enviou Seu Filho Unigênito a este mundo e o Filho encarnou e habitou entre nós, pela concepção miraculosa no ventre da virgem Maria operada pelo Espírito Santo, em um dia definido e certo.

Diante disso, entendemos que a objetividade e a historicidade do natal estão intimamente relacionadas à nossa fé. Porquanto, se a nossa fé descansasse em algum tipo de subjetividade ela seria tão duvidosa quanto o seu fundamento. Mas, graças a Deus pelo natal. Graças a Deus por ser fiel. Pois no tempo certo da história, pôde-se ouvir tamanha maravilha: "Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" [3].

Além da subjetividade que a ideia de "natal é quando Jesus nasce no nosso coração" traz, outro problema é a imaturidade acerca da Pessoa de Cristo. Não podemos achar que o menino Jesus nascerá em nosso coração, amadurecerá e se desenvolverá em nós à medida que crescermos na fé. Isto é bobagem. Jesus Cristo não é mais um menino; Ele já cresceu e está à destra do Pai nas alturas [4]. 

Outra questão, também, é sobre a confusão entre natal e conversão. Sinceramente, penso que muitos irmãos que usam a frase sob análise neste texto querem enfatizar, mesmo que inadequadamente, a relevância do natal para o evangelismo e a conversão a Cristo. Então, aprendamos com a Bíblia que o natal não ocorre a cada conversão, e sim que, por causa do natal, o novo nascimento (regeneração), evidenciado na genuína conversão a Deus é plenamente possível. Nas palavras do apóstolo João:

"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome" [5].

Desejo a todos os leitores deste blog um abençoado natal. Que Deus os abençoe na Pessoa do Deus-Homem, o Senhor Jesus Cristo.

Que Deus seja glorificado.

Notas:
[1] Gl 4.4.
[2] Jo 1.14.
[3] Lc 2.10,11.
[4] Mc 16. 19.
[5] Jo 1.11-12.

terça-feira, dezembro 23, 2014

Concebido pelo Espírito: O Maravilhoso Nascimento do Filho de Davi


"O nascimento de cada criança é um evento maravilhoso; traz a existência uma alma que jamais morrerá. Mas, desde que há mundo, jamais houve nascimento tão maravilhoso quanto o de Jesus".

J. C. Ryle, Meditações no Evangelho de  Lucas


Muitos crentes se perguntam acerca da relevância das genealogias. Muitos outros, em sua leitura devocional, passam por cima das genealogias no livro de Crônicas e em outras passagens. Todavia, os crentes bem sabem que tudo o que está escrito foi escrito tendo em vista nosso bem espiritual (Rm 15.4). As genealogias bíblicas relatam algo importante: A ação de Deus ocorre na história, no tempo e no espaço. A Bíblia é um livro fincado na história, e não meramente um relato lendário, sobre algo que é alheio a realidade objetiva e confinado a uma experiência religiosa subjetiva. No nascimento de Nosso Senhor, isso se reveste de importância especial. Dos quatro evangelhos, o de Mateus e Lucas apresentam as genealogias de Cristo, sendo que ambas se situam em um contexto importantíssimo: Ambas são de um homem que nasceu de forma extraordinária, do homem que nasceu de uma virgem.

No evangelho de Mateus, as palavras introdutórias são:

"Livro da Geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão" (Mt 1.1).

Com isso, o apóstolo procura estabelecer  as credenciais de Jesus,ele é descendente do rei Davi, ele é igualmente descendente de Abraão. Em Abraão se tem a promessa que todas as famílias da terra seriam abençoadas através de sua semente (Gn 28.14). Em Davi, temos a promessa que sua descendência ficaria para sempre no trono e que seu domínio seria eterno e sobre toda  a terra (2 Samuel 7.26-29; 23. 1-4). Jesus faz parte, portanto, da linhagem messiânica-real, da promessa de Deus. Porém Mateus prossegue:

"Abraão gerou a Isaque, Isaque Gerou a Jacó.."(Mt 1.2)

Segue-se, então uma linha de gerações, sendo passando por Davi, salomão e outros herdeiros ao trono. Até por fim chegar em "José, marido de Maria, de maria, da qual nasceu Jesus, que se chama O Cristo" (Mt 1.17).

Há algo surpreendente aqui. Mateus não diz que  José gerou a a Jesus, mas apenas que fora marido de Maria, de quem nasceu Jesus, sendo que ele é chamado por Mateus de forma muito clara: O Messias. Mateus claramente mostra que Jesus não nasceu de maneira natural pelo versículo seguinte, onde Maria acha-se ter concebido pelo Espírito Santo (vrs 18). Não há espaço para mitologia aqui, nem tampouco há o mínimo espaço para a visão muçulmana que houve uma coabitação. D. A. Carson esclarece:

"Não há nenhum indício de deidade pagã humana pagã copulando em termos grosseiramente físicos. Ao contrário, o poder do Senhor, manifesto no Espírito que se esperava fosse ativo na era messiânica, realizou milagrosamente a concepção"(1).

No evangelho de Lucas, fica claro maria concebe pelo poder do Espírito (Lc 1.31-35). José, na época noivo, sendo um justo, não poderia casar com Maria, porém em sonho, um anjo do Senhor dissipa toda a dúvida existente, dando uma revelação surpreendente a José, filho de Davi:

"Não temas receber Maria, por tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo" (vrs 21).

Mateus apresenta uma cadeia de gerações, Abraão Gerou a Isaque, Isaque a Jacó, passa-se então por Judá, de onde será depois Gerado Davi até José. Porém, A palavra do anjo é clara: " o que nela está gerado é do Espírito Santo". O que na virgem está gerado não vem simplesmente através de José; não  é por simples geração humana, ele vem de Deus, pela intervenção de Deus. É dito a José qual nome deve dar ao menino: JESUS (do hebraico Josué: Jeová é a salvação), porque "salvará o seu povo dos seus pecados" (vrs 21). Tudo isso acontece para cumprir a profecia de Isaías. Mateus claramente declara um aspecto importante acerca de Jesus, ele é homem,que possui uma missão de salvação, como muito bem testifica o Senhor Jesus diante de Pilatos: "eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, para dar testemunho da Verdade, todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" (Jo 18.37). Ele é a própria verdade que nos leva até o Pai. Ele também é de Deus, ele mesmo é "Emanuel", que significa: "Deus conosco" (vrs 23). No dizer de Joseph Ratzinger: 

"José é juridicamente o pai de Jesus. Por meio dele, Jesus pertence segundo a Lei, 'legalmente', à tribo de Davi. E, todavia, vem de outro lugar, 'do alto': do próprio Deus...sua origem é determinável e, todavia, permanece um mistério. Só Deus é o seu Pai em sentido próprio"(2).

Não se que dizer com isso que Jesus não seja da descendência de Davi segundo a carne, pois tanto Lucas quanto o apóstolo Paulo testificam desta verdade (Lc 1.32; Rm 1.3-4), sendo portanto Maria descendente de Davi, mas não da linhagem real, que provém legalmente através de José. Portanto, Jesus é filho de Davi, tanto por direito quanto de fato, porém ele é tanto filho de Davi quanto maior que Davi. Na narrativa de Mateus, essas duas verdades se beijam nos capítulo subsequente: Jesus nasce em Belém. Ele é da tribo de Judá, ele é a raiz de Davi, ele é o herdeiro do trono, porém é mais do isso, pois como nos diz Miquéias:

"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5.2).

Ele é algo que nunca chegaremos a compreender plenamente. Ele é o Deus eterno, que se manifestou em carne (1 Tm 3.16), ele é Maravilhoso (Is 9.6).  Por fim, isso nos leva a profundas verdades:

O menino que nasceu é Rei: Ele é o cumprimento da promessa de Deus a Davi, ele é o herdeiro do trono, a ele pertence um domínio eterno. Ninguém é como Cristo.

O menino que nasceu veio para nos libertar: Ele é a verdade, e quando o conhecemos, estamos livres para adorar a Deus em espírito e em verdade.

O menino que nasceu nos libertou dos nossos pecados: Na cruz, Jesus foi o cumprimento perfeito de Isaías 53, o servo do Senhor, que morre em favor de seu povo, mas ressuscita para ver a sua posteridade: todos aqueles que se chegam a Deus através dele (Hb 2.12-13).

O menino que nasceu é Deus: Jesus é o verbo que se fez carne (Jo 1.1), que tabernaculou entre nós, nele podemos ter acesso a Deus, e contemplar a face de Deus, pois ele é Emanuel "Deus conosco".

Diante disso, a pergunta feita por Pilatos: "quem és tu?", é respondida. Ele é o messias, o salvador, o Rei, a quem nos devemos crer, depositar nossa esperança, sabendo que através dele temos paz com Deus e temos seu amor derramado em nossos corações (Rm 5.1,5).

O blog Geração que Lamba deseja um Feliz natal a todos!

Amém!

Soli Deo Gloria

Notas:

CARSON, D. A. O Comentário de Mateus. São Paulo: Shedd Publicações, 2011. p.100.
RATZINGER, Joseph. A Infância de Jesus. São Paulo: Planeta, 2012. p. 16.
A questão de Maria ser descendente de Davi é reforçada com a posição que a genealogia apresentada por Lucas é a de Maria, o que explica as diferenças existentes com a genealogia de José apresentada em Mateus. Muitos teólogos conservadores possuem a visão de que ambas as genealogias são de José. Todavia, concordo com Thomas e Gundry, que apresentam defendem o ponto de que a genealogia de Lucas é a de maria,  elencando várias razões, dentre elas destaca-se a que afirma: "Visto que Lucas destaca a humanidade de Jesus, sua solidariedade com a raça humana e a universalidade da salvação, é adequado que mostre a humanidade de Jesus ao registrar sua descendência  por meio de sua progenitora humana, Maria. A genealogia de Jesus, então, remonta até Adão". Cf. THOMAS, Robert. GUNDRY, Stanley. Harmonia dos Evangelhos. São paulo: Vida, 2007. p.284.

terça-feira, outubro 21, 2014

A Justificação Pela Fé: Uma doutrina Distintamente evangélica.


Desde o século XVI, o mundo cristão testemunhou um dos maiores rompimentos dentro da igreja católica desde 1054, quando houve a separação entre os cristãos do ocidente (catolicismo romano) e do oriente (ortodoxia oriental). Encabeçada pelo monge alemão Martinho Lutero, a reforma protestante trouxe em seu bojo uma doutrina fundamental: A salvação, que provinha da graça, seria recebida unicamente pela fé em Cristo. No âmbito da igreja medieval, isso mexera com toda a estrutura católica. Lutero a classificou como doutrina fundamental, uma doutrina pela qual a igreja se firma ou cai1. Na igreja católica da época de Lutero, as indulgências, os ritos penitenciais e outros elementos seriam meios para receber e garantir a salvação. Tudo isso tumultuou a vida de Lutero, pois ele reconhecia que não conseguia realmente ser aceito por Deus pelo ato de realizar obras meritórias, nem tampouco a “mediação dos santos” podia fazer algo a respeito. Após estudar profundamente a epístola ao Romanos, e depois Gálatas, as trevas desapareceram, e Lutero pôde entender o que Deus quer não são simplesmente atos externos e uma tentativa de comprar a salvação, mas sim a confiança nos méritos de Cristo, em sua morte e em sua ressurreição. Em outras palavras, a salvação é um dom de Deus, e não algo conquistado pelo esforço humano. Com isso, ocorreu um divisor de águas na teologia, na doutrina e na própria dinâmica da vida cristã.

A Bíblia está repleta de passagens onde mostra que o ser humano por si mesmo nada pode fazer por sua salvação, pois vive em estado de pecado (Cf. Sl 14.1-2; Rm 3.9-12), por isso sua justiça é repugnante  para Deus(Cf. Is 64.6). Portanto é Deus que providenciou a salvação humana enviando a seu filho Jesus Cristo, para que todo o que crê não pereça, mas tenha a vida eterna ( Jo 3.16) e somente através d'Ele nos tornamos inocentes diante de Deus2. Contrariando o pensamento vigente na época em que Lutero escreveu suas 95 teses, e que ainda reverbera em muitas mentes, tanto católicas quanto protestantes que o ser humano, de alguma forma, deve se preparar e estar apto para receber a graça3 , a fé protestante evangélica sustenta que o ser humano se encontra no lamaçal do pecado e é Deus que providencia e opera a salvação no coração do homem. As obras não são condições básicas para a salvação. Como diz o teólogo Norman Geisler: “Se a salvação não fosse unicamente por fé, toda a mensagem do evangelho de João seria fraudulenta...Quando lhe perguntaram: 'Que faremos para executarmos as obras de Deus?' Jesus respondeu: 'a obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou' (Jo 6.29). Simplesmente falando, não existe mais nada que possamos fazer para a nossa justificação – Jesus já fez tudo (Jo 19.31)”4 .

Com isso, vemos que a Justificação pela fé (Sola fide) é algo a ser depositado unicamente em Cristo como único mediador entre Deus e os homens (Solus Christus - 1 Tm 2.5), com isso toda a mediação dos santos cai igualmente por terra. Portanto, a doutrina da justificação pela fé dá o entendimento necessário e adequado do que é ser um protestante e evangélico. Isso nos diferencia tanto histórica quanto teológica e doutrinariamente. Em dias de ecumenismo religioso pueril, onde muitos que ostentam o nome “protestante” devem lembrar realmente dos fundamentos da Reforma e da fé evangélica. Não há como classificar de genuinamente evangélica uma doutrina de fé que adiciona algo ao evangelho de Cristo (Gl 1.8). Desviar-se da doutrina da justificação pela fé é indubitavelmente afastar-se da própria verdade cristã.

Notas:

1 OLSON, Roger. História da Teologia Cristã. Tr. Gordon Chow. São Paulo: Editora Vida, 2001.p. 399.

2 A palavra “justificar” (do gregro \”dikaio”), significa, basicamente ,”tornar justo”.

3 Uma interessante análise sobre isso se encontra em RUPP, E. Gordon. WATSON, Philip S(ORG). Lutero e Erasmo: Livre arbítrio e Salvação. Tr. Nélio Schineider. São Paulo: Editora Reflexão, 2014.

4 GEISLER, Norman. Teologia Sistemática – volume 2.Tr. Marcelo Gonçalves e Degmar Ribas. Rio De Janeiro: CPAD, 2010. p.236.

quinta-feira, agosto 14, 2014

Reflexões Sobre a Morte de Eduardo Campos


Ainda estou chocado com a notícia que recebi ontem via mensagens de amigos no Whatsapp. Eu estava verificando o site da campanha de Eduardo Campos (e Marina Silva) a fim de compreender melhor as propostas apresentadas por ele no Jornal Nacional no dia anterior (12/08/2014). Foi então que recebi a mensagem mais triste do dia: ocorreu um acidente com o avião em que o candidato Campos estava - ele faleceu.
A primeira coisa que me veio à mente foi algo assim: "Como um homem que estava dando uma entrevista ontem pode falecer em menos de 24 horas?" Confesso que nas últimas eleições eu não me preocupei em saber detalhes acerca das propostas dos candidatos. Mas neste ano, pela graça de Deus, tenho procurado compreender estas coisas melhor para poder votar com a responsabilidade de cidadão brasileiro e, acima de tudo, de cristão - o que ocasionou a intensão no choque da notícia da morte do primeiro candidato à presidência ao qual eu de fato parei para ouvir.
Mas voltemos à pergunta que me fiz ontem. Na verdade ela expressa um pouco da tendência que temos de não pensar em nossa própria morte. Esperamos por mortes mais prováveis - pelo menos ao nosso ver -, como a de um parente idoso ou a de um amigo que está com uma doença bastante grave. Mas se estamos com a "saúde em dias" e, como dizem, na "flor da idade", parece-nos que a nossa morte é algo simplesmente impensável. Entretanto, diante da Palavra de Deus, estamos completamente errados.
Na carta de Tiago temos de maneira maravilhosamente clara e objetiva o fato de que a nossa própria morte deve ser considerada por nós diariamente. O escritor inspirado diz:
"Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tg 4.13-15).
Com base nesse ensino bíblico de suma importância, gostaria de considerar somente alguns pontos para nossa reflexão:
- A nossa vida é como um vapor: A verdade é que a iminência da morte alcança não somente aos idosos e doentes, e sim a todos nós. Não importa se somos crianças, adolescentes, jovens ou adultos cheios de saúde. Não importa se temos um futuro brilhante pela frente. A morte pode, a qualquer momento, chegar para cada um de nós.
- Devemos nos humilhar diante do Senhor do futuro: Como podemos morrer a qualquer momento, devemos fazer nossos planos em humildade diante de Deus. Todo e qualquer planejamento feito por nós que não traz em seu íntimo a condição "se o Senhor quiser" não passa de soberba e ilusão, de modo a sugerir uma autossuficiência que não existe em nós.
- Nossa segurança está em andar com o Senhor que venceu a morte: Se a morte é diariamente iminente para nós, de que maneira devemos viver? Além de conceber nossos planos (estudos, trabalho, casamento, família, igreja, etc.) em humildade diante de Deus, muito mais importante que isso, devemos ser filhos dEle. Precisamos ser amigos de Jesus Cristo. Porque se verdadeiramente nos arrependermos de nossos pecados e crermos no Evangelho, estaremos seguros em Cristo, até mesmo, em relação à morte. Sabendo que o Deus a quem servimos é soberano sobre a vida e a morte. Como bem nos ensina o apóstolo Paulo:
"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.38,39).
Gostaria de terminar este texto pedindo a Deus que Ele console a família enlutada do candidato Eduardo Campos e a de cada vítima do acidente que nos abalou no dia de ontem. Quero que cada familiar saiba que mesmo em momentos difíceis e terríveis como esse, o Senhor Deus está no controle e é todo poderoso para cuidar de vocês. Ele é plenamente confiável.
Que Deus nos guarde em Cristo.
Romanos 8:39
Romanos 8:i

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo

quarta-feira, agosto 06, 2014

Não Julgueis?



É muito comum entre os evangélicos ouvir, “não julgueis para que não sejais julgados”, ou que exista falta de amor nos cristãos que exerçam julgamento, ou que tomem um posicionamento diante de questões éticas ou doutrinárias. Isso demostra a falta do correto ensino dentro das nossas igrejas, e a mentalidade relativista que tem tomado conta das pessoas, e que até mesmo pastores têm trazido pra o ensino da igreja, de que ninguém pode julgar, pois não é o detentor da verdade.
Onde também é ensinado que o amor deve estar acima da verdade, de que devamos manter um espírito de unidade, uma atitude tolerante diante de atos imorais e erros teológicos e doutrinários. Declarando a unidade ser mais importante que a verdade. Que diante das Sagradas Escrituras é claramente um ensino errôneo e provém de uma má interpretação bíblica, “... muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas obras más” (2 Jo 7-1).
Nas palavras de Erwin W. Lutzer¹ “O argumento que declara ser a unidade mais importante que a verdade, e o amor mais importante que a doutrina correta, está errado em seu âmago”². Então nós devemos julgar ou não? Passemos a analisar o texto de Mateus 7:1-6 :
Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.
Certos pontos ficam claros aos nossos olhos:
Primeiro: O Senhor Jesus não proíbe o julgamento, Jesus condena o julgamento hipócrita, aquele que é feito sem primeiro repararmos em nós mesmos, onde nós apenas enxergamos as falhas e defeitos do nosso próximo e não nas nossas. O que devemos fazer é nos submeter aos mesmos parâmetros de julgamento que utilizamos para os outros e então reconhecer as nossas falhas, tirar a trava dos nossos olhos para então podermos tirar o argueiro do olho do nosso irmão.
Segundo: Nós devemos exercer discernimento, obedecer ao mandamento do versículo 6, que diz que não devemos dar aos cães as coisas santas, e nem deitar aos porcos as nossas pérolas, então como vamos identificar tais pessoas se não exercermos o julgamento? Precisamos julgar, nós conhecemos os filhos de Deus pelo seu caráter, pelos seus frutos, então façamos isso e sempre de forma humilde.
Terceiro: Não podemos transigir com a imoralidade, nem com o erro doutrinário, não podemos ser tolerantes com o pecado. Devemos desmascará-lo e combate-lo. Precisamos estar preparados para combater a heresia, e tomar posições firmes diante de atitudes imorais de nossos próximos e podermos orienta-los e tirar o argueiro de seus olhos quando tivermos tirado a trave do nosso.
Diante disso, julgar não é errado, muito menos falta de amor, é correto e devemos fazê-lo desde que tenhamos feito o que Jesus nos manda, com humildade e não de forma arrogante, julgar a nós mesmos, exercer um correto discernimento e de forma alguma tolerarmos a imoralidade ou o erro doutrinário, e então podemos ajudar o nosso irmão com o argueiro do seu olho. Lembremos que tirar a trave do nosso olho deve ser nossa prioridade.
Somos ordenamos a exercer julgamento, entretanto devemos fazê-lo com amor e humildade, não com o intuito de apontar o dedo e condenar nosso próximo, visto que nós também somos pecadores, mas para ajudar o próximo, nossos irmãos, inclusive os mais novos na fé, então o façamos com diligência a fim de abençoar e edificar nossas igrejas, para que o verdadeiro Evangelho seja fielmente pregado em nossos púlpitos.


Tiago Costa, Sola Gratia.


¹Erwin W. Lutzer é pastor presidente da igreja memorial Moody em Chicago.

²Extraído do livro Quem é você para julgar?, de Erwin W. Lutzer, editora CPAD.

terça-feira, julho 29, 2014

Deus é Soberano

Há alguns meses eu e minha família passamos por um momento bastante difícil. Nós
experimentamos a perda de um ente muito querido que passou para o Senhor devido um acidente de moto. Nas semanas e meses que se seguiam após sua morte, muitas informações desconhecidas iam surgindo. Informações valiosas que, se conhecidas no momento do acidente, poderiam ter salvado a sua vida.
Com cada vez mais informações, mais a nossa indignação aumentava, as pessoas ao meu redor se perguntavam: “como nós não sabíamos disso?” ou “por que Deus permitiu que isso acontecesse?” ou até mesmo “onde está o meu milagre Jesus?”. Eu não as culpo, em um momento como este nosso coração desfalece! Enfim, depois de ficar refletindo sobre toda esta situação, eu chegara à conclusão que eu repetia em minha mente nesse período, de que o Senhor é realmente soberano! Eu havia experimentado de forma mais vívida da soberania do Senhor! Era como se meu espírito, mesmo em meio a tamanha dificuldade, se acalmasse e sossegasse e descansasse em Deus, na certeza de que o Senhor sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder, como nos diz o autor de Hebreus, que o Seu eterno propósito não pode ser frustrado, que nenhum de seus filhos estão a mercê, mas nós podemos ter a plena confiança de que somos ovelhas do Senhor Jesus e que ninguém as arrebatará das Suas mãos! (João 10:28).
Mesmo nós não conhecendo a mente e os caminhos de Deus, nós podemos descansar Nele, Ele é digno da nossa confiança, pois o Senhor é bom, e Sua sabedoria ilimitada. Nas palavras de James I. Packer: “... em Deus a sabedoria ilimitada e o poder infinito estão unidos, e isso o torna completamente digno de nossa confiança total”. ¹ Podemos verdadeiramente entregar nossos cuidados a Deus, pois nós devemos compreender que todas as coisas são para a Sua glória! Como disse o Apóstolo Paulo na sua epístola aos Romanos: “Ó profundidade de riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? Ou quem se fez seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que seja recompensado? Porque dEle, por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém”. Tudo é para o Senhor e para sua glória.
Embora sejamos cristãos e a Bíblia nos ensine que Deus é amor (1 João 4:8-10) isso não significa que estaremos isentos de sofrimentos, ou que teremos um vida livre de problemas. Essa interpretação do propósito de Deus é um completo engano, a sabedoria de Deus e seu amor nunca foram prometidas para nos manter felizes; principalmente a nós cristãos, foi prometido o contrário, foi-nos prometido uma cruz para morrer nela e a vida eterna. O sofrimento faz e fará parte de nossas vidas até o dia em que Cristo nos chamar, e apesar de todas as provações nós temos a promessa do Senhor Jesus, e podemos confiar plenamente que Ele está conosco até a consumação dos séculos (Mateus 28:20). Que diante das adversidades nós possamos nos expressar como Lutero: “Não sei por quais caminhos Deus me conduz, mas conheço bem meu guia”. Mesmo que a vida nos traga tristezas, infelicidades e incertezas nós devemos sempre descansar em Deus! Sempre nos regozijando, sabendo que tudo é para a Sua glória, que sempre existe uma razão para as tribulações. Ainda nas palavras de James I. Packer: 
“Deus talvez queira fortalecer-nos a paciência, o bom humor, a compaixão, a humildade ou a mansidão, dando-nos nesse momento alguns exercícios extras para praticarmos essas graças em situações especialmente difíceis. Talvez Ele tenha novas lições sobre abnegação e autodesconfiança para nos ensinar. Talvez Ele queira anular em nós algumas formas de orgulho e convencimento não percebidas, ou complacência e ilusões. Talvez seu propósito seja simplesmente nos chamar para mais perto dEle, em comunhão; pois muitas vezes acontece, como todos os santos bem o sabem, que a comunhão com o Pai e com o Filho é mais vívida e doce, e a alegria cristã é maior quando a cruz é mais pesada. (Lembre-se de Samuel Rutherford!)² Ou talvez Deus esteja nos preparando para alguma forma de atividade de que até o presente não tínhamos noção”³. Por essas razões devemos seguir lembrando que “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). 
Por isso, prossigamos em nossa caminhada até a cidade celestial confiando plenamente na soberania de Deus, e que mesmo em meio às provações a nossa alma possa descansar, encontrando refúgio e consolo no Senhor! Amém.


Tiago Costa
Sola Gratia.

Nota do Editor: Tiago Costa foi um dos meus primeiros alunos na escola dominical, quando ainda era um recém-chegado à adolescência. Hoje, é bacharelando em Direito e começa a dar seus primeiros passos na escrita de artigos bíblicos e nas aulas da Escola Dominical. Que Deus o abençoe nesta jornada!

Notas
¹ Extraído do livro O Conhecimento de Deus De, J. I. Packer, editora Mundo Cristão
² Samuel Rutherford foi um teólogo presbiteriano escocês e autor.
³ Extraído do livro O Conhecimento de Deus, de J. I. Packer, editora Mundo Cristão