terça-feira, janeiro 29, 2008

Mais Polêmica no Front


Recentemente li no Mensageiro da Paz deste mês, a convocação dos convencionais da Assembléia de Deus para uma reunião da Assembléia Geral Extraordinária, onde se tratará sobre reformas no estatuto da igreja. Confesso que não atentei muito para essa reunião. Até pouco tempo.

Segundo rumores existentes no ambiente eclesiástico belenense, essa assembléia poderá mudar fortemente os rumos da Assembléias de Deus no Brasil, uma vez que na verdade esta Assembléia não terá apenas pequenas mudanças para, nas palavras do pastor José Wellington(uma modernização do estatuto”. Segundo estes rumores, o pastor presidente da convenção estaria com o intuito de estabelecer o ministério pastoral feminino, que conseqüentemente trará equidade total entre homens e mulheres na questão ministerial. Todavia, o motivo principal do pastor presidente não seria a questão teológica, mas sim o angariamento de votos e apoio para si, além do mais, essa assembléia se realizaria no sul (Porto Alegre) justamente com o intuito de diminuir a força da região norte nesta Assembléia.

Muito bem. Estes são os rumores. Todavia, da mesma forma como ocorreu no artigo envolvendo o pastor Samuel Câmara e as revistas da CPAD, não se pode adotar a neutralidade, uma vez que essa notícia certamente nos levar a pensar e ficar firmes em muitas coisas, entre elas o futuro de nossa igreja, mas buscar ser o máximo imparcial possível e ficar com a verdade e a realidade dos fatos. Não há evidências satisfatórias que essa seja a posição de Wellington ( tenho minhas dúvidas, mas por enquanto prefiro que elas fiquem apenas comigo), caso seja, ele entrará em plena contradição com aquilo que ele mesmo disse quando foi eleito: A identidade assembleiana será mantida. Gostaria de “dar uma palavra” a ambos os lados, apesar de não conhecer tão profundamente um deles.

Ao adotar o ministério pastoral feminino, a igreja certamente passará por transformações cruéis e práticas anti-bíblicas utilizadas por denominações neo-pentecostais, que cada vez mais pervertem o caráter bíblico-pentecostal genuíno de nossa denominação. Caso isso seja verdade, de antemão faço apelo aos ministros de Deus de nossa denominação, que não se esqueçam, ou pelo menos lutem para não esquecer, aquilo para que foram chamados: a fidelidade à Palavra de Deus, que limpem-se, caso estejam sujos e imundos, da carnal atitude não digna à bispos, de deixarem à Palavra de Deus para servirem à outra coisa, como politicagem, pilantragem e imoralidade que existe nos bastidores da igreja que já foi considerada tanto pelos crentes, quanto pelo mundo, uma igreja sofredora e alegre, pouco conhecida mas digna de crédito, de uma igreja de Deus fiel a sua Palavra. Isso vale para todos os que têm por sobrenome pastores, quer do norte, quer do sul, quer do leste quer do oeste. Lembrem-se daquilo que foram chamados. Sejam fiéis á Palavra de Deus, ainda que isso lhe custe seus cargos, e sua reputação.

Essa é uma palavra que dou de antemão, esperando não se aplicar a muitos de nossa denominação, se (im)possível a ninguém. Peço com respeito e como irmão em Cristo sujeito às mesmas fraquezas e falhas.

Que isso seja resolvido e esclarecido, por isso, este espaço está aberto, mais uma vez, à comentários e explicações e até mesmo observações de ambos os lados, tendo total liberdade e espaço democrático.

Como já falei anteriormente. Tomara que isso não seja verdade, mas e se for? Tomara que nada aconteça de grave, mas e se acontecer? Que Lembremos que um dia atentaremos para Alguém, quer seja em seu tribunal, quer seja em seu trono branco.

Soli Deo Gloria

16 comentários:

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Vamos esperar o desdobramento dessa história...

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

Ednaldo disse...

Victor obrigado pela visita no blog, e por falar em polêmica, você se superou. :)

Vamos orar ao Senhor para que dê sabedoria aos seus ungidos, para não tomarem nenhuma posição contrária as Escrituras. pois seria terrível para a IAD, regulamentar modismos. Como disse o Gutierres, vamos esperar.

Ednaldo.

Daladier Lima disse...

Descontados os interesses secundários, que história é essa do ministério feminino ser anti-bíblico? Pode até ser anti-assembleiano.
Sugiro a leitura de Romanos 16 para um melhor entendimento do assunto, se possível acompanhado de uma exêgese nos originais gregos.

Visitem http://daladier.blogspot.com - Reflexões Sobre Quase Tudo!

Ednaldo disse...

Irmão Ev. Daladier, a Paz do Senhor.

Creio que o irmão está se referindo aos pretensos, "diaconato" de Febe e "apostolado" de Junia. Assunto este que daria um bom debate, até porque levanta outras questões como diferenças entre Apóstolos e apóstolos, o que realmente significa o diaconato, a contemporaneidade do ministério apostólico, como aplicar às mulheres os requisitos para o episcopado e diaconato do qual Paulo fala a Timóteo e Tito, e ainda como conciliar tudo isso ao que Paulo fala aos coríntios sobre a mulher não exercer autoridade nem falar na igreja.

É uma questão complicada que merece muitas ponderação, e direção do Espírito.

Ednaldo.

André Amaral disse...

Não entendo o porque do perigo...

vocês deveriam está felizes porque a I.A.D. vai rever seus conceitos.

Alguém já leu o estatudo? Eu tive coragem de ler aquilo...

Mas como é uma reunião que pode mudar rumos, quero palpitar...

Se a I.A.D. aceitar o ministério pastoral feminino eu vou ser o primeiro a bater palmas de pé...

Abraço.

Pastor Geremias do Couto disse...

Esse é um assunto polêmico, mas no que concerne ao aspecto doutrinário, alinho-me ao Daladier. Não vejo biblicamente qualquer impedimento à ordenação de mulheres ao ministério.

Refiro-me aqui não a essa forma desregrada em que, hoje, todas as mulheres de pastores são chamadas de "pastoras" em que fica parecendo ser apenas um título. Mas se há de fato vocação, por que deixar de reconhecê-lo?

Quanto à abordagem do tema na AGE de Porto Alegre, RS, posso assegurar que não passa de boatos plantados muito provavelmente com a intenção de tumultuar.

O principal assunto a ser tratado na capital gaúcha tem a ver com a regulamentação das eleições convencionais, haja vista os fatos que marcaram a última eleição realizada em abril do ano passado em São Paulo.

Se o assunto ordenação feminina entrar em pauta, será por iniciativa particular de qualquer convencional, mas pelo que conheço da posição da maioria dos nossos pastores, seria rejeitado quase que pela unanimidade dos votos.

Quanto ao fato de a AGE ser em Porto Alegre, os irmãos gaúchos têm tamb~em o direito de hospedar esse evento tanto quanto os de outros estados até porque faz muito tempo que não se realiza uma Assembléia naquele Estado.

Abraços

Victor Leonardo Barbosa disse...

Obrigado por vossa participação caros irmãos blogueiros.

Creio ser correta a sua posição irmão Gutierres, vamos esperar(torcendo para que não seja verdade)


Olá irmão Ednaldo, obrgado por sua participação pautada por princípios bíblicos importantes.
Contnue com a gente.

Caro irmão daladier, sua indagação está bem equiparada com as de Ednaldo, será que realmente o capítulo 16 de Romanos(à luz do contexto e de uma boa exegese) dá apoio suficiente(ou melhor, dá apoio) a uma abalização do ministério feminino? Não creio.

André, obrigado por sua participação, mas sinceramente e com todo respeito, creio que você deve se pautar em princípios bíblicos, e não e achsmos. E caso se mude o estatuto desse jeto, eu chorarei de pé.

Pasto geremias, mias uma vez obrigado por sua participação e frequência no GQL, continue com a gente.
Com relação ao mini´tério feminino, creio que um artigo deverá melhor expressar minha posição teológica contra a inclusão plena de mulheres no ministério. Mas confesso que fiquei um tanto espantado com sua posição, que me pegou de surpresa. Seja como for obrigado também pelos esclarecimentos. Gosdtaria inclusive que mais pessoas comentassem, mas cada deve ter seu motivo para não ter feito tal coisa.


Abraços e Paz do Senhor!!!

Ednaldo disse...

Victor a Paz do Senhor,

Acabei de escrever um artigo, não em resposta ao do irmão Ev. Daladier, embora tenha citado uma frase do seu artigo, mas expondo o que eu acho acerca do ministério ORDENADO feminino.

Fiquei na Paz,

Ednaldo.

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Victor:

Como eu disse, esse assunto com certeza não será tratado na AGE. No entanto, posição favorável ao ministério feminino é antiga e independe de qualquer influência neopentecostal ou gedoziana.

É que, a meu ver, condena-se a ordenação feminina apenas em cima de pressupostos,e não de alguma afirmação explícita do Novo Testamento. Ora, acredito que, pressupostos por pressupostos, temos muito mais elementos no NT para embasar a ordenação feminina do que os contrários têm para condená-la, embora eu respeite quem pensa diferente e saiba que somos minoria na Assembléia de Deus.

Para maiores detalhes sobre o que penso, escrevi alguma coisa mais no comentário que fiz ao post do Daladier, em seu blog, sobre o mesmo assunto.

Abraços e espero que o amigo Victor e outros que passam por aqui não me tenham como liberal até porque a Assembléia de Deus em outros países ordena mulheres ao ministério.

Pastor Geremias do Couto disse...

Um adendo:

onde se lê: "posição favorável...", leia-se "a minha posição favorável...".

Obrigado.

marinhos disse...

Victor você está certíssimo pois sabemos que alguns dos nossos ministros estão se envolvendo com política e politicagem,deixando assim de estar de acordo com a LUZ da palavra de DEUS.Espero que nada que não esteja de acordo com a palavra do SENHOR venha ser feito nessa tal reunião...

Victor Leonardo Barbosa disse...

Creio que há grande e clara base bíblica para a restrição de mulheres no exercício feminino na igreja, não somente textos como 1timotéo ou 1 corintíos, mas por toda a Bíblia.
Claramente a visão bíblica demonstra que a mulher, no que concerne ao casamento e a igreja (e até mesmo em determinadas situações sociais) seu papel é de submissão e auxilio ao homem. Obviamnete isso dá muita polêmica e grande o debate, todavia, essa é uma posição histórica(ainda que não oficial talvez, não conheço nehum documento que fale sobre isso) da Assembléia de Deus, além de denominações históricas como batistas, presbiterianas, anglicanas, etc.
Apesar de hoje em dia o feminismo estar entrado tanto em denominações como a anglicana e presbiterina quanto pentecostal.
Fique tranquilo pastor geremias, ainda que não concorde com sua posição, sempre vi uma busca para e na ortodixia bíblica.

Abraços...

Caro Marinho obrigado pelo apoio e compreensão. Infelizmnte isso cresce cada vez mais em nossa denominação. Oremos por nossos líderes....

Abraços e Paz do Senhor.

Irmão ednaldo, vi seu artigo e gostei, bem abalizado. falta alguma pequenissímas correções na situação para que fique mais claro o sentido. mas isso é comum acontecer. Já cometi vários erros ortográficos por causa da pressa.

Abraços e Soli Deo Gloria.

João Cruzué disse...

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Minha opinião.

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Sobre o ministério pastoral feminino:

É um assunto polêmico, pois, ainda que brasileiros, nossa cultura familiar ou congregacional é muito variada.

Impedir que uma mulher alcance o ministerio pastoral seria a mesma coisa que aceitar que ela é um ser inferior ao homem. Eu sei que Paulo falou - em certo contexto - que a mulher fique calada na Igreja, e em outro, que ela salvar-se-á dando a luz a filhos.

Bom, eu creio, que a partir do momento que o uma mulher foi agraciada para dar humanidade ao Cristo, a questão da maldição do Edem foi resovida. Hoje vai para o inferno quem quiser, o sangue do cordeiro é suficiente para perdoar e apagar o pecado de todos.

Quando olho para o Pentecoste no Japão, depois de ter traduzido 21 páginas, o que eu vejo: um forte trabalho missionário feminino.

Uma das maiores provas de que a mulher não é inferior ao home, pode ser vista nos batismos das Assembléias de Deus. Pelo menos em São Paulo - as estatísticas devem dar de duas a três irmãs batizadas para cada homem.

A Igreja da Coreia cresceu não foi através do ministério masculino.

Contudo, o melhor conselheiro da Igreja é o Espírito Santo. O que ele disser, para mim está ótimo.

Sobre os assuntos ministeriais da Assembléia, não vejo com bons olhos as animosidades atuais.

Todos têm razão, e ao mesmo tempo não a tem.

Aos olhos do povo brasileiro , o povo chamado de evangélico está difamado e desgastado. Na TV estão misturando Jesus com negócios. Nos tempos de eleições, há um ânimo descomunal em assuntos políticos.

Acho que estão misturando o santo com o profano, a primogenitura com as lentilhas e trocando as sementes do reino dos céus por joio.

Enquanto três bilhões de pessoas precisam de Jesus, cá estamos nós
examinando o nosso umbigo.

Não sou e nem quero ser um santão, se O Senhor me conceder, desejo ser apenas um cristão temperado.

Terminando minha maior preocupação hoje não é o pastorado feminino, nem a Força do Pastro Wellington na IEAD. Eu tenho um vizinho alcoólatra que há temos venho orando e evangelizando. Se algum dos irmãos soubesse de alguma coisa que ainda não sei para ver este homem salvo,

Por favor mailtome; cruzue@gmail.com . Quanto aos outros assuntos em pauta, para mim são secundários, e vão por aí.


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Victor Leonardo Barbosa disse...

Caro irmão João Cruzué...
primeiramente gostaria de lhe agradecer pela postagem do artigo de minha autoria. "O mundo que Eu Vi", no Blogueiros Cristãos.
Com relação ao ministério pastoral feminino, não creio que o fato da mulher não ser pastora significa inferioridade, assim como Cristo nunca foi inferior, porém submisso ao Pai.
Com relação à questão de nos preocuparmos em olharmos nosso próprio umbigo, é verdade que a igreja cristã está perdendo bastante no quesito de evangelização, mas não creio que o fato de examinarmos a nós mesmos e buscarmos a santificação seja o fator culpado disso.
Na verdade, s enão buscarmos a santidade, daqui a pouco seremos tão hipócritas que nem mesmo nos preocuparemos com avivamento e almas perdidas, mas a deixaremos na solidão e no pó.

Abraços e Paz do Senhor!!!!

Paulo Silvano disse...

Caro Victor,
Quisera eu que a ordenação feminina fosse tema de central importância nesse conclave. Acredito que o que norteará as discussões será, infelizmente, a boa e velha politicagem dos cardeais assembleianos que, esbanjando os recursos pertencentes ao Reino de Deus, articulam a perpetuação no poder.
Segundo soube, valerá até mesmo a alegação que a comemoração do centenário da AD no Brasil reclama prorrogação de mandato. É mole?!

Victor Leonardo Barbosa disse...

Olá pastor Silvano!!!

Infelizmente é verdade, e o que o senhor falou também está sendo falado em Belém.

Creio que isso não será possível enm cabível. Ao que tudo indica, tudo isso será por causa que querem que haja duas festas paralelas, uma lá e outra aqui.
Francamente isso é absurdo. A nigreja foi fundada em belém e seria ótimo para a unidade das Assembléias de Deus que o centenário contasse com a participação dos pastores de lá.

Uma comemoração em grande escala no sul é totalmente reprovável para mim(repito, em grande escala).

Abraços e Paz do Senhor!!!!