sábado, maio 12, 2012

Sardes, a Igreja Morta. Subsídio para Lição Bíblica


    Ginásio de Banho nas ruínas da Antiga Sardes

Após tratar com quatro igrejas na Ásia Menor, o Senhor Jesus volta sua atenção para a igreja em Sardes, cidade que assim como as outras, possuía uma grande importância no contexto da Ásia Menor. De Sardes viera o célebre Esopo, sendo que a cidade também gozava de ampla popularidade, pois em tempos passados fora considerada inconquistável, sendo também a capital do reino de Lídia. A confecção de roupas de lã a tornava bastante popular naquele cenário. A igreja em Sardes possuía grande popularidade, sendo que sua fama era de uma igreja rica espiritualmente e guardiã da sã doutrina. Todavia, Jesus não começou sua carta com um elogio, mas sim atacou diretamente a raiz do problema.

Conheço as tuas obras, que tens nomes de que vives, e estás morto”.

A semelhança do que ocorrera ao confrontar Nicodemus, Jesus não perdera tempo com o desnecessário. E à semelhança de Nicodemus, muitos em Sardes não criam genuinamente em Cristo. É bem provável que anteriormente tal igreja fora bíblica e extremamente próspera espiritual e doutrinariamente (Cristo não a repreende por estar seguindo algum tipo de heresia ou falso mestre). Aparentemente Sardes gozava do mesmo vigor em que começou, tudo estava bem; os membros gozavam de boa reputação entre outras igrejas, os problemas doutrinários eram praticamente nulos e ela continuava a praticar boas obras.  Todavia, o diagnóstico dado por Aquele que sonda os corações dos homens era bem diferente: Os atuais de membros não eram atuantes, mas estavam em profundo sono espiritual, as pregações não surtiam efeito nenhum.

Sê vigilante e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei

A exortação do Mestre é clara: a necessidade de arrependimento. Em Éfeso, contemplamos o trato de Jesus com uma igreja que está morrendo, em Sardes vemos Jesus despertando uma igreja morta. Por mais que Sardes apresentasse profundo ativismo, faltava vigilância. Devido à similaridade com as palavras de Paulo na Epístola aos Efésios: “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dos mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5:15) é bem provável que muitos não estavam atentos ou mesmo ignoravam por completo a doutrina da Segunda Vinda  de Cristo. O resultado prático disso é a sonolência espiritual. A vinda do Senhor é iminente, porém muitos estão pouco atentos para isso, e a semelhança das virgens displicentes, muitos estão dormindo, tanto em Sardes quando em nossas igrejas, o Senhor Jesus ordena o arrependimento.  Pode-se dividir em três pontos principais a repreensão do senhor à igreja de Sardes: Vigilância, tanto para sim quanto para os que estavam morrendo espiritualmente; lembrança daquilo que Cristo tinha ensinado através de seus líderes pela ministração da Palavra de Deus e sua vida espiritual (“Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido); e por fim o arrependimento.

“Mas também tens em Sardes algumas poucas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso”.

Como em vários lugares de sequidão espiritual, Deus preserva alguns. Esse era o caso de Sardes. A minoria fiel permanecia genuinamente viva espiritualmente e não se contaminara com o triste quadro em redor, eram como Ezequiel no vale de ossos secos.  A esses, Cristo revela-se fiel, e por certo recompensaria a perseverança daqueles eram seus.
         
A igreja em Sardes serve como sério alerta para a igreja em geral, e porque não mesmo, nossas próprias denominações? A Assembleia de Deus é extremamente conhecida por sua reputação em realizar grandes feitos, como centenários, criação de museus, trabalhos sociais e ativismo religioso. Também é conhecida como uma igreja viva e zelosa espiritualmente. Todavia, por vezes vemos a indiferença para os ensinamentos das Escrituras. O exemplo de Sardes nos mostra que por mais ativista que um a igreja pareça ser, caso não esteja vigilante e atenta para os ensinamentos e dons de Cristo, sua vivacidade nada mais é do que uma grande fama, que pode facilmente ser dissipada com o passar do tempo. Não adiante apenas viver da glória do passado. È necessário permanecermos vivos e pelo poder do Espírito, vivificar os que estão morrendo. E assim como Ezequiel no imenso vale de ossos secos,  sermos uma minoria a serviço do Mestre, Aquele que “tem os Sete espíritos de Deus e a sete estrelas”. A esse, a promessa está garantida:

O que vencer, será vestido de vestes brancas, e de nenhuma maneira riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Amém. Soli Deo Gloria

Um comentário:

Mario Sérgio disse...

Caro Victor,

Gostaria de fazer conhecida uma experiência desenvolvida numa escola dominical aqui em Joinville. Meu email é profmsssantana@hotmail.com

Abraço!